Em uma noite de dezembro de 2013 na praia do Meco, em Portugal, um grupo de sete jovens universitários foi atingido por uma onda enorme e levado pelo mar. Apenas um dos estudantes sobreviveu…
As circunstâncias dessa tragédia foram bem esquisitas , em especial porque o único sobrevivente não comentou muito sobre o caso. O que realmente aconteceu na praia do Meco?
Gente, eu não conhecia esse caso e ele foi MUITO indicado pelos ouvinte de Portugal, em especial Catarina Vasconcelos, Joana Flores e mais alguns! Um beijo muito especial pros ouvintes de Portugal, tenho um carinho imenso por ser metade portuguesa!
Se você for um apoiador do Casos Reais e também quiser sugerir um episódio, eu dou prioridade ao seu caso e menciono o seu nome por aqui. Apoie o Casos Reais pelo link apoia.se/casosreais
CASO
A praia do Meco (que também é conhecida como praia do Moinho de Baixo) fica perto da aldeia do Meco, na costa de Sesimbra, e fica a cerca de 40 quilômetros de Lisboa, capital de Portugal. São cerca de 45 minutos de carro de Lisboa até à praia do Meco.
DISTÂNCIA ENTRE LISBOA E A PRAIA DO MECO:
PRAIA DO MECO:
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Praia_do_Meco
Fonte: https://www.playocean.net/portugal/sesimbra/praias/praia-do-moinho-de-baixo-meco
Essa praia ficou desconhecida por muito tempo, porque ela era de difícil acesso. Mas, na década de 70, um grupo de hippies americanos, suecos e holandeses descobriu o lugar, que não tinha acesso por estrada. A partir disso, ela começou a ficar mais conhecida e a ganhar fama.
Cerca de quinze anos depois (ou seja, mais ou menos na década de 80), a praia do Meco se tornou o destino das férias de artistas, políticos, famosos da TV e outras pessoas importantes, principalmente, de Lisboa.
Ela é relativamente extensa, contando com cerca de quatro quilômetros de costa. E, além disso, o mar dali é bravo porque eh oceano; as ondas costumam ser fortes (o que oferece boas condições pra prática do surfe e do bodyboard).
Na parte sul dela, é permitido o naturismo/ou nudismo – ou seja, ficar pelado na praia.
Em 2012, a praia do Meco foi uma das 21 finalistas do concurso "AS SETE MARAVILHAS – PRAIAS DE PORTUGAL”, sendo considerada um lugar muito bonito.
Entre 2010 e 2014, aconteceu nas proximidades dela o festival Super Bock Super Rock - um festival de música que acontece todos os anos em Portugal. Ele é organizado desde 1995 e, hoje, é um dos festivais mais importantes do país.
SUPER BOCK SUPER ROCK:
Fonte: https://hedflow.com/2017/04/16/super-bock-super-rock-2017/
Então, com tudo isso que eu falei sobre a praia do Meco, com certeza ela parece ser um lugar super legal, bonito e tranquilo pra aproveitar o verao. Mas, no dia 15 de dezembro de 2013,… Seis jovens universitários morreram na praia do Meco de forma misteriosa.
Mas, antes de eu me aprofundar nessa tragédia, eu preciso contextualizar o porquê esses jovens supostamente estavam nessa praia:
Em Portugal, parece ser bem comum os trotes universitários (que eles chamam de “praxes” universitárias).
Os trotes são tipo um “ritual de iniciação” na faculdade. A ideia é fazer umas “brincadeiras” (bem entre aspas) pra marcar essa nova fase e ajudar o pessoal a se enturmar. É que, muitas vezes, os estudantes vêm de lugares diferentes e não conhecem ninguém. Aí, o trote acaba sendo uma forma de quebrar o gelo e fazer amigos.
Aqui no Brasil, por exemplo, claro que a gente tem trotes na faculdade, mas sao mais comuns aqueles trotes de raspar os cabelos, jogar ovo, tinta… Em Portugal, dá pra traçar um histórico de trotes violentos desde o século 18, na Universidade de Coimbra.
Pra Gazeta do Povo, o José de Almeida, que atualmente é professor e ex-diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Nova, que é uma federal de Portugal, afirma que (abre aspas): " (...) O que testemunhei durante o tempo que fiquei na diretoria foi mais violento do que qualquer trote que vi no Exército na África, quando servi como médico militar durante as guerras das colônias".
Diana Antunes também conversou com a Gazeta do Povo. Ela contou que, em 2014, quando estudava Música em Lisboa, não participar da “praxe” fazia a pessoa ser excluída de certos círculos sociais. Ela disse que sofreu muita pressão por ter se recusado a participar de um trote em que ela teria que simular uma relação sexual. Ela também se recusou a participar de outro trote, em que tinha que lamber iogurte do colo de um estudante. Na época, a mãe de Diana reclamou dessas praxes pra faculdade, mas nada foi feito.
Em 2010, uma reportagem chamada Praxis registrou alguns desses trotes em várias cidades de Portugal: elas vão desde simular atos sexuais com outros calouros até ficar com o dedo na boca uma manhã inteira, comer pimenta usando uma peruca de palhaço, responder a perguntas sem sentido, andar de quatro em um estábulo ao lado de vacas ou então passar por um caminho cheio de barro e esterco.
Enfim… Tem vários tipos de trotes. Bem pesados. Em todos eles, os veteranos observam tudo. E ficam vestidos com suas capas pretas (que é uma roupa comum que os universitários usam em Portugal).
CAPAS PRETAS:
Uma coisa meio Harry Potter mesmo… Tem até um pessoal que fala que a J. K. Rowling se inspirou nessas capas portuguesas para descrever as vestimentas dos bruxos de Hogwarts.
Hoje em dia, quando um trote envolve assédio ou humilhação, ele já é considerado abusivo. Geralmente, os calouros participam de brincadeiras mais leves, tipo jogar futebol com a perna amarrada na de outro colega ou andar de olhos vendados seguindo as dicas de outros alunos. Coisas simples, só pra quebrar o gelo mesmo.
PRAXES ACADÊMICAS:
Fonte: https://et-al.pt/2023/10/18/a-praxe-ja-nao-e-o-que-era/
Na sexta-feira 13 de dezembro de 2013, um grupo de sete estudantes alugou uma casa a aproximadamente 7 quilômetros da praia do Meco pra participar de uma série de trotes durante o final de semana.
CASA ALUGADA:
Os sete jovens eram:
- João Gouveia;
- Tiago Campos;
- Carina Sanchez;
- Pedro Negrão;
- Joana Barroso;
- Catarina Soares;
- e Andreia Revez.
Eles tinham entre 21 e 28 anos.
TIAGO CAMPOS, PEDRO NEGRÃO, JOANA BARROSO, CATARINA SOARES, CARINA SANCHEZ E ANDREIA REVEZ (O ÚNICO FALTANDO NA FOTO É JOÃO GOUVEIA):
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=hp0-Z6uw_IE (3’38’’)
Todos os sete estudavam na Universidade Lusófona de Lisboa e faziam parte da Comissão Organizadora da Prática Acadêmica (ou COPA), que é a comissão que organiza os trotes. Dentro desse mundo dos trotes, existe uma hierarquia de títulos e níveis. A ordem dessa hierarquia, do menor pro maior, é a seguinte:
- bestas;
- calouros;
- pastranos;
- doutores;
- veteranos;
- dux;
- e honoris-dux.
Pelo que eu descobri durante a pesquisa pra esse episódio, para você subir de nível nessa hierarquia, é preciso passar por uma série de trotes específicos. Dentre os sete jovens deste caso, seis deles pertenciam a níveis médios. Só João Gouveia, de 23 anos, era dux (um nível mais alto).
A gente não sabe com certeza o que aconteceu nesse final de semana de dezembro de 2013… Mas a polícia e a imprensa de Portugal encontraram vários indícios do que ocorreu:
O que se acredita, é que os jovens estavam ali no Meco para passar por uma série de trotes pra subirem de nível na hierarquia que eu acabei de explicar. Como João já estava em um nível acima dos outros colegas, ele que supostamente iria aplicar os trotes.
Alguns vizinhos afirmam que viram os jovens passando por trotes no dia e na noite anterior à tragédia: eles relataram que os universitários estavam fazendo flexões no jardim, obedecendo às ordens de João Gouveia – que segurava uma colher de madeira (que é um símbolo de autoridade nesse universo dos trotes).
De acordo com o Correio da Manhã, os vizinhos também viram os jovens, em outro momento, passando por trotes num campo sem árvores, a céu aberto)perto s da casa alugada. Os jovens estariam supostamente se arrastando com pedras amarradas nos pés.
Esses indícios levaram todo mundo a acreditar que esse final de semana deles tinha sido planejado como uma sucessão de trotes, que começaria na casa (no dia 13 de dezembro) e que terminaria na praia do Meco.
Entre a noite do sábado 14 de dezembro e a madrugada do domingo 15 de dezembro, o dono de um quiosque da região viu sete jovens andando em direção à praia do Meco. Em algum momento por volta da meia-noite, eles chegaram à praia…
Quando os sete jovens chegaram à praia do Meco, eles estavam vestidos com as roupas típicas de universitários: as capas pretas, que eu comentei mais cedo. A gente não sabe muito bem o que eles estavam fazendo ali… Como eu disse, muito provavelmente, um trote.
Então, uma onda descomunal chegou à praia do Meco e arrastou os sete estudantes para dentro do mar. Só João Gouveia conseguiu escapar…
Depois de sair de dentro do mar, João foi pra areia, para um local seguro. Lá, ele pegou o celular dele, que ele tinha deixado na areia, longe da água, e chamou a polícia. Quando os policiais chegaram ali, eles encontraram João com espuma de mar na boca.
João foi levado pro hospital e, poucas horas depois, ele teve alta. No dia seguinte, no dia 16 de dezembro de 2013, o primeiro corpo foi encontrado:
Era Tiago Campos, de 21 anos. Tiago morreu porque o golpe da onda foi tão brutal que quebrou o pescoço dele. Seu corpo foi localizado por uma lancha do time de buscas a cerca de 2 quilômetros da praia.
Nos dias seguintes, os corpos dos outros foram encontrados. Alguns deles tiveram que ser reconhecidos por DNA, porque o tempo de exposição à água tinha deixado eles irreconhecíveis.
Nenhum deles sobreviveu à tragédia. Apenas João Gouveia, que tinha conseguido escapar da onda.
Na época, os investigadores não conseguiram definir com precisão as circunstâncias da tragédia. E a única pessoa que poderia esclarecer o que de fato tinha acontecido na praia falou muito pouco: João disse apenas que havia sido um acidente, que uma onda pegou eles de surpresa.
Esse “silêncio” do João contribui pro caso ganhar um ar de mistério. Os pais dos seis jovens que morreram começaram a pressionar João e as autoridades portuguesas por respostas: o que os filhos estavam fazendo numa praia deserta, de madrugada, no frio (era inverno!) e ainda vestidos com capas de universitário?
Na época, o canal de televisão português TVI fez uma simulação, reconstruindo o que provavelmente aconteceu naquela noite na praia do Meco.
Pra criar essa simulação, os jornalistas levaram em conta os depoimentos de outros estudantes que supostamente teriam participado de trotes parecidos (não relacionados ao caso da praia do Meco).
De acordo com a TVI, Tiago, Carina, Pedro, Joana, Catarina e Andreia estariam passando por um trote em que eles tinham que ficar na praia um do lado do outro, de costas pro mar. Os olhos deles estariam vendados.
De frente pra eles, teria ficado o João Gouveia, sem venda nos olhos, aplicando a praxe.
Então, João teria começado a fazer perguntas aos colegas (a gente não sabe exatamente que perguntas eram essas, mas, levando em conta o padrão desses trotes universitários, imagina-se que as perguntas fossem relacionadas ao próprio universo das praxes).
A cada vez que alguém errava as respostas, teria que dar um passo pra trás, em direção ao mar. Foi então que a onda (provavelmente uma maior que o de costume) teria vindo de surpresa e arrastado eles pro mar.
Além de pressionar as autoridades para saber o que tinha acontecido, os pais dos jovens também pressionaram para entender quem mais estava envolvido no caso, além do João Gouveia. Isso porque existiam indícios de que tinha mais pessoas, além das que a gente conhece, na casa naquele final de semana.
Segundo reportagem da TVI, pelo menos 10 pessoas eram esperadas na casa alugada no Meco.
A TVI conseguiu acesso a anotações dos jovens que detalhavam quantias a serem pagas por cada um deles referente à divisão do pagamento do aluguel, das bebidas e das comidas que eles iam consumir.
Nessas anotações, tinha mais nomes que o dos sete envolvidos no caso.
Além disso, os depoimentos de testemunhas oculares (vizinhos da casa alugada) confirmam que havia outras pessoas na casa no dia anterior à tragédia. Por exemplo, foi visto um rapaz de barba na casa, aplicando o trotes, mas nenhum dos sete jovens que a gente citou tinha barba…
Entre 2013 e 2024, aconteceu um vai e vem judicial: durante quase 10 anos, os pais das vítimas acusaram João Gouveia e a Universidade Lusófona, onde os jovens estudavam, de terem responsabilidade nas mortes dos filhos.
Em 2021, João Gouveia, já com 30 anos, prestou depoimento e contou sobre o que aconteceu naquela madrugada do dia 15 de dezembro de 2013.
JOÃO GOUVEIA:
Ele manteve a versão de que tudo não passava de um acidente, negando que estavam ali no Meco por causa de trotes. Segundo ele, o plano nem era ir pra praia, mas sim dar uma volta. Durante esse passeio, um dos amigos deu a ideia de irem à praia. E, então, eles foram…
Os sete se sentaram na areia em semicírculo, de frente para o mar. João afirmou que eles se sentaram em um local onde a areia não estava molhada, apenas úmida. Ou seja, que eles tinham se sentado em um local onde acreditavam estar fora do alcance das ondas.
Então, os colegas conversaram durante alguns minutos até que um deles, Tiago, sugeriu que voltassem para casa. Quando os colegas estavam se levantando para ir embora, a onda bateu…
E eles foram arrastados pro oceano. Segundo a versão do João, ele tentou ajudar Catarina, puxando o braço dela. Mas isso não foi o suficiente pra salvar a colega.
João ainda disse que teve que se esforçar muito pra sair do mar, tendo engolido muita água e quase desmaiado. E contou também que se lembra de ter ouvido os gritos de socorro de Joana Barroso, vindos do meio do mar.
João acredita que só conseguiu escapar da onda porque tinha conseguido tirar a capa que ele estava usando no pescoço. E também porque ele tinha experiência em bodyboard – que é um esporte similar ao surfe.
Assim que saiu do mar, a primeira coisa que João fez foi pegar o telefone dele, que estava na areia, em um ponto mais afastado e mais seco de onde eles tinham se sentado antes.
Durante o depoimento, João foi questionado sobre como ele podia estar tão confiante de que os sete jovens tinham sentado numa parte da praia longe das ondas se João tinha guardado o celular dele num ponto mais afastado e mais seco.
João não soube responder.
Ele ainda contou que, depois de ter ligado pra polícia, João indicou pros policiais onde a tragédia tinha acontecido, pra que as buscas começassem logo. João Gouveia ainda disse ter entregado à Polícia Marítima a chave da casa que o grupo tinha alugado. No dia seguinte à tragédia, ou seja, no dia 16 de dezembro de 2013, João voltou à casa que eles tinham alugado, junto com a Polícia Marítima, pra identificar e guardar os pertences dos colegas.
Questionado por um dos advogados da família se os estudantes tinham feito algum trote no dia anterior à tragédia com pedras amarradas nos tornozelos, João negou.
Enfim, isso foi o que o João Gouveia afirmou nesses depoimento de 2021…
Mas existem algumas provas que contradizem a versão dele: por exemplo, apesar de João ter afirmado que ele e os colegas não estavam ali no Meco para fazer trotes, uma reportagem da TVI teve acesso a várias mensagens que Joana Barroso tinha trocado com algumas amigas nos dias e semanas anteriores à tragédia. Nessas mensagens, ela dizia que, no final de semana do dia 15, ela passaria por trotes.
Vocês podem ver umas dessas mensagens na tela agora. Em uma delas, a amiga, Filipa, pergunta pra Joana se ela estava em Lisboa. Joana responde que não, que teria um fim de semana de praxe.
MENSAGENS DE JOANA BARROSO:
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=hp0-Z6uw_IE (6’10’’)
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=hp0-Z6uw_IE (6’37’’)
Além disso, a versão de João vai contra o que as testemunhas oculares disseram, que tinham visto alguns adolescentes na casa passando por trotes no dia anterior às mortes.
Também existe quem se questiona se outros integrantes do COPA (que era a comissão que que os jovens faziam parte e que organizava os trotes) teriam ido à praia e à casa no dia seguinte à tragédia pra supostamente recolher vestígios da possível praxe…
Realmente a casa não foi selada: a polícia permitiu que tudo fosse mexido e arrumado pro João fazer o checkout, tanto é que o João foi lá com a Polícia Marítima mexer nas coisas no dia seguinte à tragédia (dia 16 de dezembro de 2013).
Então, é possível…
A casa não ter sido selada foi apontado como uma falha policial na investigação.
A TVI também descobriu, em algumas anotações das vítimas, que alguns desses jovens já tinham participado, um ano antes da tragédia, em 2012, de um fim de semana parecido, em outro local, perto de Lisboa. Em 2012, eles supostamente tiveram que se arrastar pelo chão, caminhar por uma serra e por um cemitério, bem como ingerir comida de gato.
HOMENAGEM AOS ESTUDANTES:
Em 2024, João Gouveia foi absolvido pelo Supremo Tribunal de Justiça de Portugal. De acordo com o Supremo, não ficou comprovado que ele tenha desempenhado um papel de influência nos colegas, expondo eles ao perigo. Pra justiça, Pedro, Carina, Catarina, Joana, Tiago e Andreia tinham plena capacidade de decidir sozinhos se estavam correndo risco ali na praia e poderiam ter ido embora a qualquer momento, se quisessem.
A Universidade Lusófona também foi absolvida de ter que pagar uma indenização. Para a justiça, como as mortes aconteceram no Meco, longe da jurisdição da universidade, não tinha como ela exercer nenhuma vigilância ou controle sobre os alunos.
Até hoje, em 2025, esse caso da praia do Meco ainda é um caso cheio de perguntas sem respostas. Ainda existem várias dúvidas sobre o que de fato aconteceu naquela noite (apesar de a gente ter uma imagem bem clara de que os jovens estavam, sim, passando por um trote)...
Além disso, esse caso também levantou várias questões sobre os limites dos trotes acadêmicos. Na época, o caso gerou uma discussão grande em Portugal sobre a segurança dos estudantes em práticas desse tipo.
E esse caso também deixou muita dor nos pais e familiares das vítimas, que perderam pessoas queridas…
Gente, para finalizar, eu vou deixar aqui uma mensagem importante: se você é um jovem universitário e está me ouvindo aqui, eu sei que pode existir uma pressão pra participar de trotes.
Mas cuidado!
Antes de entrar em qualquer situação assim, pensa na sua segurança e nos riscos envolvidos. Nenhuma tradição vale o perigo de colocar sua vida ou a de outros em risco. Você pode dizer não! Você não precisa passar por experiências perigosas ou humilhantes só pra se sentir parte de um grupo…
Roteiro: Lucas Andries
FONTES:
- https://www.publico.pt/2013/12/23/sociedade/noticia/encontrado-mais-um-corpo-na-zona-do-meco-1617328
- https://dmarques.adv.br/noticias/conheca-o-trote-universitario-em-portugal/
- https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/new-york-times/mortes-ligadas-a-trote-chocam-portugal-8reuvp27k0nrvourm8an1mf66/
- https://brasil.elpais.com/brasil/2014/02/01/sociedad/1391271417_298916.html
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Praia_do_Meco#Trag%C3%A9dia_do_Meco
- https://brasil.elpais.com/brasil/2014/02/15/sociedad/1392491813_831881.html
- https://www.publico.pt/2019/08/23/p3/noticia/nove-denuncias-praxes-abusivas-ensino-superior-ano-lectivo-passado-1884194
- https://www.publico.pt/tragedia-no-meco
- https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/supremo-confirma-absolvicao-de-dux-joao-gouveia-na-tragedia-do-meco
- https://superbocksuperrock.pt/
- https://observador.pt/2021/04/13/tragedia-do-meco-dux-descreve-em-tribunal-noite-da-praxe-ingerimos-alcool-todos/
- https://observador.pt/2015/03/15/nomes-das-vitimas-do-meco-gravados-em-memorial-na-praia/
- https://www.youtube.com/watch?v=hp0-Z6uw_IE
- https://www.rtp.pt/noticias/pais/inaugurado-memorial-das-vitimas-da-tragedia-do-meco_v812329
- https://tviplayer.iol.pt/programa/jornal-nacional/63e6588b0cf2665294d4f012/video/657cad460cf265bc968da04f
- https://hedflow.com/2017/04/16/super-bock-super-rock-2017/
- https://et-al.pt/2023/10/18/a-praxe-ja-nao-e-o-que-era/
- https://www.eurodicas.com.br/praxe-em-portugal/
- https://mariscando.com/post/611413417832726528/universidade-de-coimbra-7-atra%C3%A7%C3%B5es-com-mais-de
- https://www.google.com/maps/dir/Praia+do+Meco,+EM561,+Portugal/Lisboa,+Portugal/@38.6075961,-9.3431174,10.58z/data=!4m14!4m13!1m5!1m1!1s0xd194d3184f5bc33:0x437a4a60df56fd35!2m2!1d-9.1838424!2d38.4891115!1m5!1m1!1s0xd19331a61e4f33b:0x400ebbde49036d0!2m2!1d-9.1393366!2d38.7222524!3e0?entry=ttu&g_ep=EgoyMDI1MDEyMS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D
- https://www.playocean.net/portugal/sesimbra/praias/praia-do-moinho-de-baixo-meco













