Imagina você conhecer alguém em uma viagem. Um velhinho simpático e cheio de histórias da vida para contar. Foi isso que aconteceu com Esther Estepa em 2023:
Ela conheceu esse cara, que meio que um nômade. Ele saía andando pela Espanha e ia explorando o país. As cidades, praias, trilhas, montanhas… No caminho, ele conhecia gente nova, a história dos lugares e compartilhava tudo pros milhares de seguidores que ele tinha no TikTok.
Era um cara super gente boa. Bem… pelo menos, era o que parecia.
Porque a Esther decidiu viajar com ele por um tempo. Só que, poucos dias depois, uma coisa estranha aconteceu: a mãe da Esther passou a receber umas mensagens esquisitas da filha, falando que ela queria ir embora da Espanha. Mensagens que, de acordo com a família, não pareciam ter sido escritas pela Esther.
E depois disso… silêncio. Ninguém nunca mais conseguiu falar com ela.
E então começaram as perguntas: para onde Esther tinha ido? O que tinha acontecido com ela? E principalmente quem era aquele viajante do TikTok, a última pessoa que esteve com Esther antes de ela sumir? E que passado sombrio esse estranho podia estar escondendo por trás de uma imagem tão amigável?
CASO
Esther Estepa morava em Sevilha, na Espanha e, de acordo com a família e com os amigos dela, ela era aquele tipo de pessoa que ilumina o ambiente quando chega.
Ela era alegre, carinhosa e estava sempre sorrindo. Só que a Esther não ria sozinha, não, gente. Ela gostava de fazer todo mundo ao redor rir também. No Natal, por exemplo, ela era daquelas pessoas que fazia questão de ver a casa toda cheia. A família reunida, todo mundo conversando ao mesmo tempo, trocando presentes, comendo, celebrando.
Ela gostava disso. Gostava de ver a família unida.
ESTHER ESTEPA:

Fonte: https://thecinemaholic.com/esther-estepa/
Só que, pelo que as fontes dão a entender, em 2013, as coisas mudaram de figura: nos anos anteriores, a Esther tinha passado por um relacionamento muito ruim. O cara era abusivo: ele batia na Esther, apagava cigarros nela, deixava várias marcas e ele ainda deixava Esther trancada dentro de casa, com as portas e janelas trancadas.
Ela tinha medo dele, claro…
Eventualmente, a Esther conseguiu escapar desse relacionamento (graças a Deus, né, gente!). Só que, pelo que as fontes dão a entender, parece que, depois do namoro com essa cara, a vida perdeu um pouco o brilho.
Ela não sorria mais como antes. Não se sentia mais segura.
Foi quando, em 2013, a Esther, querendo fugir do passado dela, tomou uma decisão: ela decidiu que ia sair de Sevilha, onde morava, e ia se mudar pra outra cidade. Parece que ela estava cansada, sabe?! Se sentindo sufocada ali em Sevilha. Eu imagino que ela estava precisando de novos ares.
Mas as coisas não deram muito certo. Pra Esther, não importava para onde ela ia, TODO lugar fazia ela se sentir sufocada. Ela mudava de cidade, mas passava uma semana, duas, quatro… e a Esther já estava querendo mudar de novo.
E ela ficou vivendo assim um tempão: segundo as fontes, a Esther chegava numa cidade nova, arranjava um emprego… Só que aí, rapidamente, ela se cansava, se sentia sufocada e ia embora.
No final das contas, ela passou a viver tipo uma nômade: ela arranjava um emprego aqui, dormia uns dias nos sofás dos amigos dela… e aí depois ela pulava pra outro lugar, arranjava outro emprego. E, assim, ela ia viajando pela Espanha.
Só que, mesmo estando fisicamente longe da família, tinha uma coisa que a Esther NUNCA deixava de fazer: falar com a mãe.
A mãe da Esther se chama Maria Josefa, mas todo mundo chama ela pelo apelido, Peppa. Pelo que as fontes contam, as duas eram bem próximas e se falavam por mensagem quase todos os dias: elas contavam uma para a outra como que tinha sido o dia, o que tinha acontecido, como estavam se sentindo…
Até que… uma coisa estranha aconteceu:
Por volta das cinco e meia da tarde do dia 23 de agosto de 2023, a mãe da Esther estava em casa, de boa, quando o celular dela apitou. Ela olhou ali a notificação e aí… viu o nome da Esther. A filha tinha mandado uma mensagem.
MARIA JOSEFA, MAIS CONHECIDA COMO PEPPA:

Na mensagem, a Esther falava que não dava para continuar mentindo pra mãe:
Ela confessou que estava sem nenhum trabalho, que estava praticamente morando na rua com duas amigas da Argentina e mais: Esther ainda disse que, na verdade, ela estava indo embora da Espanha pra tentar uma vida nova em Buenos Aires. Imagina o susto que a Peppa deve ter levado!
Porque, tudo bem, a Esther realmente vivia pulando de cidade em cidade… mas aquela mensagem veio do nada. Uma coisa meio inesperada.
E como que ela ia pra Argentina? Ela tinha 42 anos e vivia de um emprego temporário aqui e outro ali. A Esther não tinha dinheiro para comprar uma passagem internacional.
Além disso, até onde a mãe dela sabia, a Esther nem conhecia ninguém na Argentina. Ela não tinha nenhum colega pra deixar a Esther dormir uns dias no sofá, por exemplo, como geralmente acontecia. Não tinha ninguém pra dar um suporte pra ela lá. Parece que a Peppa não sabia quem eram essas duas amigas que Esther tinha comentado na mensagem.
E não era só isso: a própria mensagem estava estranha. O texto tinha erros de ortografia. Coisas simples. Mas que, de acordo com os familiares, Esther NUNCA cometeria aqueles erros.
Então, Peppa respondeu a mensagem da filha. Só que eu imagino que ela deve ter feito isso com os pêlos da nuca todos arrepiados. Porque a Peppa sentia que tinha alguma coisa errada ali, sabe?
Desconfiada de que não era a filha que estava escrevendo as mensagens, a Peppa chegou a pedir: “ah, grava um áudio aí pra mim, filha, para eu ver que é você mesmo e eu poder te ajudar”. Ela chegou até a ameaçar: se a Esther não gravasse um áudio provando que era ela mesmo escrevendo a mensagem, Peppa ia chamar a polícia.
Mas nada da Esther gravar áudio. E pior: depois disso, Esther simplesmente parou de responder! A mãe mandava mensagem e a Esther não respondia de volta. Ela ligava e a filha não atendia. E as mensagens, em certo momento, até pararam de chegar no celular da Esther.
Então, depois disso… a Esther desapareceu. Ninguém mais conseguia falar com ela.
Todo mundo ficou preocupado: o que que tinha acontecido com a Esther? Eles sabiam que nos últimos dias ela estava em Gandía, que é uma cidade a cerca de 6 horas (cerca de 500 quilômetros) de distância de Sevilha, que é onde a família morava. Mas… Esther ainda estava na cidade? Se não, pra onde ela tinha ido depois de Gandía?
Preocupados, os familiares foram na polícia pra denunciar que Esther tinha desaparecido e pedir ajuda. Talvez, ela estivesse em perigo, precisando de socorro…
Então, eles entraram em uma delegacia, se sentaram na frente do detetive e contaram tudo o que tinha rolado. Mas sabe o que que a polícia falou?!
Que, provavelmente, Esther quis ir embora mesmo. Que ela que quis sumir e parou de responder todo mundo. O que eles chamam, lá na Espanha, de “desaparecimento voluntário”.
Só que a família sentia que não era isso. Não. Tinha alguma coisa errada. E, a cada dia que passava, a angústia só aumentava e o tempo corria contra eles.
Na época, a polícia até começou a investigar. Mas, pelo que as fontes dão a entender, com o tempo, a família sentia que as coisas estavam andando devagar. E os familiares queriam urgência. Queriam respostas.
Eles passaram a ligar o tempo todo para os detetives. Tinha alguma pista? Alguma novidade? Mas a resposta era sempre a mesma: nada.
Procurando respostas, com o passar dos dias, a família da Esther começou a fazer uma investigação por conta própria:
- Eles passaram a postar fotos da Esther no Facebook, falando que ela tinha desaparecido e perguntando se alguém tinha visto ela;
- Eles também entraram em contato com pessoas que Esther pode ter se encontrado nas viagens dela. Amigos, conhecidos… pessoas que talvez tivessem cruzado o caminho dela;
- Além disso, eles procuraram ajuda de uma instituição, chamada SOS Desaparecidos;
- E, por fim, também começaram a aparecer em vários programas de televisão, tentando dar mais visibilidade pro caso. A esperança deles era que, quanto mais gente soubesse do caso da Esther, maior era a chance de alguém aparecer com alguma informação.
Durante esse período, Peppa continuou mandando mensagens pra filha ali pelo celular. Mesmo que Esther não respondesse e que as mensagens nem chegassem no celular dela. A Peppa falava coisas tipo: que ela queria que Esther voltasse logo, que esperava que ela estivesse bem…
Imagina a dor dessa família!
Gente, no início das investigações, tinha uma pessoa que fazia os pelinhos da nuca da família arrepiar. Alguém que eles achavam que talvez pudesse ter alguma coisa a ver com o desaparecimento.
Quem? O ex-namorado da Esther. Aquele cara que eu disse antes, que era abusivo com Esther, lembra? Todo mundo sabia que ele era capaz de fazer mal pra ela. Dessa forma, a suspeita surgiu quase que automaticamente: será que ele tinha tentado se vingar de alguma coisa? Ou será que o cara tinha sequestrado ela?
Ninguém sabia. Mas parecia um bom lugar pra começar a investigar.
Só que, com o passar dos dias, as coisas começaram a tomar outro rumo, completamente diferente:
No dia 8 de setembro de 2023, duas semanas depois do desaparecimento, o celular da Peppa tocou. Ela pegou o telefone, olhou para a tela… e viu um número desconhecido. Era uma videochamada. E, mesmo estranhando, Peppa atendeu.
Do outro lado, apareceu um homem. Era um velhinho de 62 anos, careca e sem dentes, usando óculos. Ele parecia até simpático. Um daqueles caras que gosta de falar e que você imagina contando várias histórias da vida, sabe? E foi assim que a Peppa conheceu o… José Jurado Montilla.
JOSÉ JURADO MONTILLA:

Mas afinal… quem era esse cara?
José se dizia um explorador. Um cara que queria se enriquecer dos dados históricos e capital intelectual. Que queria conhecer a história dos lugares… e compartilhar isso com outras pessoas. E ele fazia justamente isso:
José levava uma vida bem diferente da maioria das pessoas: ele era tipo um nômade. Todos os dias, ele acordava bem cedinho e saía andando. À pé mesmo. E saía andando pela Espanha, explorando boa parte do país.
Ele passava por cidades, praias, trilhas, parques, ruas antigas, montanhas… E, pelo caminho, José ia conhecendo pessoas novas, ouvindo histórias dos locais… Às vezes, dormia no chão. Às vezes, em abrigos.
E José registrava todas as viagens e postava tudo na conta dele no TikTok, que chamava Dinamita Montilla. Por lá, ele mostrava as cidades por onde passava, as paisagens, as conversas que tinha pelo caminho.
O perfil não era gigantesco. Mas também não era pequeno, não!
Ele tinha cerca de 3 mil seguidores, gente que acompanhava as aventuras dele e que viam o José como um homem simpático… quase um sábio. Um velhinho cheio de histórias pra contar. Aproveitando a vida do jeito dele.
Então, nessa videochamada com a Peppa, o José se apresentou e explicou porque ele estava ligando: José contou que, alguns meses antes, ele tinha conhecido a Esther em um albergue. Aí, segundo José, com o tempo, ele e a Esther se trombaram, começaram a conversar… e acabaram virando amigos.
Eles batiam papo, viam o pôr do sol juntos e, no fim das contas, quando os dois saíram desse albergue que eles estavam hospedados, eles decidiram seguir viagem juntos. Andando pela Espanha, conhecendo vários lugares e vivendo essa vida de estrada.
De acordo com José, essa viagem durou cerca de três semanas… até que, em determinado momento, eles chegaram na cidade de Gandía. E, em Gandía, teria acontecido uma coisa:
O José disse que, chegando na cidade, eles teriam ido até um parque. Eles chegaram lá, sentaram e ficaram um tempo, observando o movimento: as pessoas passando, as árvores, aquele clima tranquilo de parque.
Só que, em determinado momento, Esther teria começado a reclamar que estava com muita dor nas pernas.
Também… Depois de dias viajando à pé, né, fazia sentido que ela sentisse dor mesmo. Só que era MUITA dor, gente! Então, a Esther decidiu que ia até um posto de saúde que tinha ali na região, para ver se o médico receitava algum remédio pra aliviar essa dor.
José olhou pra Esther, preocupado, e perguntou se ela queria que ele fosse com ela no postinho. Mas a Esther disse que não precisava. Que o postinho era ali perto e que umas amigas iam buscar ela depois.
Ou seja, era pra ele não se preocupar, porque depois eles se encontrariam de novo.
Então, a Esther foi embora do parque, pro postinho de saúde. E o José ficou lá, sentado. Sozinho. Aí, depois de um tempo, ele acabou levantando e indo embora também. Talvez pra um bar, ou pra um restaurante…
Mas, então, depois disso, de acordo com o José… eles nunca mais se viram. Depois desse dia, infelizmente, a Esther desapareceu.
Na videochamada, ele ainda disse para Peppa que, nas semanas em que ele e Esther viajaram juntos, eles tinham conversado sobre MUITAS coisas. E que ele nunca tinha conhecido alguém como a Esther – meio que o José deixou a entender que ele achava ela única e incrível.
E ele disse que, agora que ela tinha sumido, ele pensava MUITO nela.
Enfim… papo vai e papo vem com a Peppa, na videochamada, e a ligação terminou.
Só que, quatro dias depois dessa primeira ligação, José ligou de novo para Peppa: dessa vez, ele queria saber se tinha aparecido alguma novidade na investigação da polícia. Se alguém tinha descoberto alguma coisa sobre o paradeiro da Esther.
E, ao mesmo tempo, ele tentava tranquilizar a Peppa. Em algum momento da conversa, por exemplo, ele chegou a dizer que talvez não tivesse rolado nada de grave com a Esther. Que a família precisava ter esperança. E que, quem sabe, logo logo ela não voltava pra casa?
E mais: José se prontificou a ajudar a família!
Ele se prontificou a colocar o pé na estrada e refazer TODOS os passos que ele tinha feito com a Esther antes, mostrando a foto dela pras pessoas na rua, perguntando se alguém sabia de alguma coisa…
Enfim, tentando achar ALGUMA pista.
Ou seja, ele queria começar uma investigação por conta própria.
Parece que os familiares da Esther não queriam muito que ele fizesse isso, não (kkkk). Mas, gostando ou não, foi o que o José fez: ele saiu andando e refazendo os últimos passos da Esther Estepa. E, claro, sempre gravando tudo e compartilhando no TikTok.
Ele fez vários vídeos: mostrando a ponte por onde eles entraram na cidade de Gandía pela primeira vez, um banco onde eles sentaram por meia hora pra descansar depois de andar o dia inteiro, o lugar onde eles viram vários pôres do sol juntos… E mostrou até o parque onde eles tinham se visto pela última vez, com os banquinhos, as árvores, as pessoas passando.
Enquanto isso, os seguidores do José acompanhavam tudo. E muita gente deixava comentários dizendo pro José ter força, dizendo que logo a polícia ia descobrir o que tinha acontecido com a Esther, que ia ficar tudo bem…
E, com o tempo, o José também começou a se abrir cada vez mais nesses vídeos:
Ele gravou alguns vídeos chorando, pedindo pra Esther dar algum sinal de vida. Em outros, ele dizia que estava com saudade dela.
E José até contou uma coisa que deixou todo mundo surpreso: que ele e a Esther, em algum momento, tinham começado a ter um lovezinho e que o José estava meio que apaixonado por ela!
Ele até gravou um poema para ela. Ele falava assim (abre aspas): “se você me disser ‘te amo’, eu direi ‘te adoro’. Se você me disser ‘te adoro’, eu direi ‘te amo’”. Isso tudo está no documentário, tá, gente?
ESTHER ESTEPA E JOSÉ JURADO MONTILLA:

Em outro poema, ele escreveu (abre aspas): “E o meu coração triste ama você. Ama com amor puro. Não daquele que se pratica na cama. Eu te admiro tanto. Você deixou uma marca tão profunda em mim que eu nunca vou esquecer”.
E, além disso, também teve um vídeo meio… bizarro.
Em um dos vídeos pro TikTok, ele chegou a mostrar um lugar: um mato, um arbusto, onde ele e a Esther teriam vivido algumas noites românticas. Meio esquisito compartilhar isso desse jeito… mas, enfim, foi o que ele fez.
Bem… Como o José tinha sido a última pessoa que os familiares da Esther sabiam que tinha estado com ela antes do desaparecimento, eles tiveram uma ideia: por que eles não pegavam alguns vídeos antigos dele, que José tinha gravado enquanto ele ainda estava viajando com a Esther, pra olhar e ver se eles achavam alguma pista?
Sei lá… Se eles notavam alguém estranho passando no fundo ou então um carro que podia estar seguindo a Esther. Alguma coisa assim.
Só que… o que eles descobriram foi ainda pior:
Com o passar do tempo, assistindo aos vídeos do José Jurado Montilla nas redes sociais, os familiares e os amigos de Esther começaram a levantar a orelha, a ficar atentos, pra algumas coisas.
Uma amiga da Esther chamada Vanessa, por exemplo, olhou pra cara dele e, apesar de ela achar que à primeira vista ele parecia um cara amigável, ela achou que ele também tinha uns trejeitos e um jeito de falar esquisito… com raiva, com ódio.
E que José também tinha um olhar… sombrio.
Além disso, tiveram outras pessoas, ligadas à família da Esther, que viram as fotos do José também (a foto de perfil dele no WhatsApp, por exemplo) e falaram que, na verdade, ele era um cara meio esquisito, mal-encarado… e que não passava uma vibe boa.
Fuçando mais a fundo, eles assistiram um vídeo em que José falava umas coisas bem agressivas: que, por exemplo, em uma situação que rolou (não fica claro que situação era essa), o José teria mandado um homem ir pra merda. E depois ainda teria quebrado a cara desse homem.
Em outra situação, José gravou um vídeo mandando um recado para uma pessoa (que não dá para saber exatamente quem era), falando que, se a pessoa tivesse coragem de quebrar os dentes dele, era pra pessoa tentar. Mas que também era pra tomar cuidado… que (abre aspas) “o tiro poderia sair pela culatra”.
Ou seja, o José estava deixando a entender que, se essa pessoa aí (que a gente não sabe quem é) tentasse fazer algum mal para ele, ele sabia fazer bem pior de volta.
Além disso, tinham outras coisas que também deixavam os familiares da Esther com o pé pra trás em relação ao José:
Primeiro que – até onde eles sabiam – o José tinha sido a última pessoa a estar com a Esther antes dela desaparecer. O que, em vários casos, é mais do que suficiente pra colocar alguém no meio de uma investigação, né?!
E, além disso, quando José começou a contar que teve um caso amoroso com a Esther, a família estranhou! Principalmente, por conta da diferença de idade entre eles (que era de cerca de 20 anos).
Mas também por conta da aparência dele. Sem querer julgar a aparência do José (kkk), mas ele era um cara meio esfarrapado e mal cuidado. Pelo que as fontes dão a entender, a família Estepa achava difícil de acreditar que a Esther tivesse se sentido atraída por ele. Não fazia muito sentido.
Tem mais uma coisa que não fechava nessa história: o José tinha dito que, no dia em que a Esther desapareceu, ele não tinha ido com ela no posto de saúde porque a Esther teria falado que duas amigas iam buscar ela. Só que… como que a Esther tinha duas amigas em Gandía se ela NUNCA tinha estado em Gandía antes?
Às vezes, a Esther podia até ter conhecido essas amigas nessas mudanças de cidade que ela fazia… Não dá pra saber. Mas essa coisa de a Esther não ter amigos ali foi um dos pontos que Peppa disse no documentário que ela achou estranho.
Por fim, a família começou a notar também que a versão do José de como ele e a Esther tinham se separado no parque sempre tinha alguns detalhes que mudavam. Sempre que ele contava de novo essa história, ele mudava alguma coisa. Não era uma versão constante, pelo que o documentário dá a entender.
Ou seja, gente, no final das contas, parecia que tinha alguma coisa errada com esse José. Mas… o que exatamente?
Foi quando a família Estepa resolveu sentar na frente de um computador e pesquisar no Google quem era esse tal José Jurado Montilla. E gente, o que eles descobriram… fez os pêlos deles arrepiarem de cima a baixo:
Quando os familiares jogaram o nome dele na Internet, eles acharam uma matéria antiga, de uns 30 anos atrás, de um jornal de Málaga, na Espanha. E essa matéria falava várias coisas…
José tinha nascido em 1961 e passado grande parte da vida dele na região de Málaga. Sobre a infância dele, não tinham muitas informações. Só que, quando a matéria chegava na década de 80, a história mudava de figura. Porque aí tinha muita coisa sobre o José. E não era coisa boa.
Pra essa reportagem, parece que José contou uma história: ele disse que, em 4 de abril de 1985, ele estava na casa dele, de boa, quando ele decidiu sair para caçar umas raposas que tinha invadido a propriedade e comido umas galinhas dele.
Então, o José saiu preparado para caçar: com uma espingarda debaixo do braço, um boné na cabeça… e foi andando ali pela região onde ele morava na época.
Até que… do nada, um trovão cortou o céu. E começou a chover. MUITO.
Por conta disso, o José, todo molhado, correu pra encontrar algum abrigo. Algum lugar pra fugir da chuva. E aí ele acabou achando uma construção, que ficava em uma fazenda da região. Não dá para saber exatamente se era uma casa, ou se era um celeiro ou alguma coisa assim… Mas a gente sabe que José teria deitado ali e ficado um tempo, até a chuva passar.
Isso de acordo com o que ele conta, tá?
Até que, na manhã seguinte… segundo José, ele estava lá dentro, tranquilo, quando, do nada, a porta se abriu com violência. E então o José viu o dono da fazenda. Um homem chamado Francisco González, de 57 anos.
De acordo com essa versão do José, Francisco estava com uma arma na mão. Assustado, o José conta que reagiu: ele rapidamente teria pegado a arma, apontado pro cara e, de maneira instintiva… atirado.
José acertou Francisco em cheio. Eu imagino que Francisco deve ter caído pra trás, sangrando. No final das contas… ele morreu.
Mas será que foi isso mesmo que aconteceu?
Essa foi a versão do José, que sempre falou que não tinha culpa nenhuma nesse caso. Que ele tinha só se defendido. Mas tinha um ponto estranho: a família do fazendeiro contou outra história. De acordo com eles, Francisco não estava com arma coisa nenhuma.
Ele estava desarmado e, na verdade… José tinha matado ele de propósito.
Talvez essa história tivesse ficado só nisso. Uma versão contra a outra. Um caso antigo, perdido no tempo. Só que…
Dois anos depois do assassinato do Francisco, no dia 15 de março de 1987, aconteceu outro caso: não se tem detalhes sonbre como tudo aconteceu nesse dia, mas, segundo o documentário, tinha um cara chamado Antônio Paniagua. Ele era motorista de um cantor famoso.
Pelo que dá pra gente deduzir, o Antônio vivia uma vida normal. Ele levava o cantor pra cima e pra baixo, morava em uma região mais rural…
Até que, em março de 1987, uma coisa aconteceu.
Por algum motivo, esse Antônio teria sido surpreendido pelo José. E parece que foi um ataque brutal: o José teria atacado ele, ateado fogo no corpo e, depois… dado um tiro de espingarda.
Infelizmente, Antônio morreu naquele dia.
Só que não para por aí: pouco tempo depois, no mesmo ano, em 1987, dois estudantes (o britânico Peter Glenn e o alemão Klaus Schmucker) estavam turistando na Espanha, visitando a região de Málaga.
As fontes dão a entender que os dois estavam meio que acampando em algum lugar ali. Não dá para saber exatamente se era um acampamento mesmo ou se era um lugar mais improvisado.
Mas chegou a noite e os dois foram dormir. Imagina o silêncio de um lugar afastado… Só aquele barulho dos grilos no escuro.
Foi quando o José teria aparecido!
De acordo com o documentário, José chegou de surpresa e deu um tiro à queima-roupa em um deles. Aí, o outro acordou, assustado, sem entender nada. Quando ele viu o José, ele saiu correndo, pra tentar se salvar.
Mas o José levantou a espingarda, mirou… e atirou nele também.
Ou seja, mais duas vítimas. Mais duas pessoas que perderam a vida pelas mãos do José.
Gente, num período de dois anos, entre 1985 e 1987, foram quatro vítimas, até onde a gente sabe. E, além disso, também tinham relatos que sugerem que José tinha um histórico de crueldade contra animais, tendo agredido gatos e pássaros.
Mas a onda de mortes dele não durou muito tempo: no dia 3 de maio de 1987, José estava em uma estação de trem ali em Málaga, provavelmente esperando um trem para viajar para alguma outra cidade. Talvez, o cara já gostava de viajar naquela época…
Foi quando a polícia chegou. Rapidamente, eles algemaram José e, então, finalmente, ele acabou preso por esses quatro assassinatos que eu contei.
Na época, José alegou inocência em todos os casos, gente. Segundo ele, o único homem que ele tinha matado mesmo era o fazendeiro, Francisco. Só que, até nesse caso, ele falava que não tinha culpa: o José dizia que tinha matado Francisco em legítima defesa, como eu tinha falado antes. E, sobre os outros casos, ele afirmou que não tinha absolutamente NADA a ver. Que ele era inocente.
Mas não era isso o que os detetives achavam. Para eles, José era culpado, sim. No final das contas, no finalzinho dos anos 80, ele foi condenado a 123 anos de cadeia. Mais de um SÉCULO!
Mas o tempo foi passando e, em 2013, depois de 28 anos na cadeia… rolou tipo uma revisão na pena dele. E José acabou sendo… solto!
Assim, em 2013, livre, o José decidiu levar um estilo de vida diferente: o José decidiu sair andando à pé pela Espanha, conhecendo vários lugares e, em teoria, aproveitando a vida que ele tinha perdido por ter ficado atrás das grades.
Como a gente sabe, ele também se tornou um tiktoker. Só que o José não era só um tiktoker. O que a família Estepa descobriu ao buscar mais sobre o José na Internet, em 2024, era que o José não era só um velhinho tiktoker. Ele não era um cara simpático.
José Jurado Montilla era, na verdade… um serial killer! E, agora, José estava livre para cometer mais crimes.
E José até tinha um modus operandi bem claro, né, gente: José costumava usar uma espingarda, geralmente matava em áreas rurais ou remotas, ele conhecia bem essas áreas…
E sabe o que é pior? Levando todo esse histórico de assassinatos do José em conta, muito provavelmente, tudo o que ele tinha contado pra família e pros seguidores (e que eu fui contando aqui pra vocês) era mentira.
Ou seja, os lugares que o José tinha mostrado no TikTok, falando que ele e Esther tinham visitado juntos. Devia ser quase tudo mentira. A amizade que ele falou que eles tinham desenvolvido. Pode ser que seja mentira. O caso amoroso deles. Com certeza era mentira. O dia que eles se separaram no parque. Também não deve ter acontecido exatamente do jeito que o José contou.
Érika, pode ser que tinha alguma verdade nas histórias dele? Sim. Pode ser que que alguma coisa ali era verdade, sim. Só que, pelo que as fontes dão a entender, no meio de uma verdade, devia ter umas 100 mentiras, sabe?
E pior: enquanto José estava conversando com a Peppa por mensagens e falando que era pra ela ter esperança, que ele estava procurando a Esther e que logo eles iam achar a Esther… era muito possível que, na verdade, ELE tivesse feito alguma coisa contra ela.
Voltando pra cronologia do caso: depois de descobrir isso, a família Estepa ficou desesperada, claro. Eles correram na polícia pra contar o que tinham descoberto. Sentaram na frente dos detetives e mostraram tudo o que eles tinham achado na Internet.
E sabe o que tinha na ficha policial do José? NADA. Tinha só uma prisão por roubo. Por algum motivo (que o documentário não deixou claro), não tinha NADA nos sistemas da polícia sobre ele ter ficado quase 30 anos preso por quatro assassinatos. Pros policiais, até então, José nunca tinha feito mal a uma mosca sequer.
Mas isso não era a verdade, como a gente sabe.
Só que… gente, José ter matado quatro pessoas há 40 anos atrás era uma coisa. Descobrir se o cara tinha algum envolvimento no desaparecimento da Esther, agora em 2024, era outra coisa totalmente diferente.
Como provar se ele tinha algum envolvimento?
Bem… os familiares podiam tentar encontrar alguma prova.
E foi exatamente isso que a Peppa e os familiares da Esther fizeram. Dessa forma, de janeiro a maio de 2024, a Peppa fez uma coisa que exigiu muita coragem e força dela: ela continuou conversando com o José.
Durante meses, os dois trocaram mensagens. José sempre perguntava se as investigações da polícia tinham tido alguma novidade (o que, sabendo do histórico dele, agora, vira uma atitude bem suspeita, né?). E, ao mesmo tempo, o José contava para Peppa que estava mostrando a foto da Esther por aí, perguntando por ela, investigando por conta própria…
Investigação que ele não estava fazendo coisa nenhuma, né, gente?! Bem cruel, né…
E a Peppa ali. Caladinha. Escondendo que ela tinha descoberto o passado sombrio dele. Conversando normalmente com José, sem confrontar, nem demonstrar qualquer desconfiança.
Imagina a angústia de ficar meses conversando com um homem que ela acreditava que podia ter alguma coisa a ver com o desaparecimento da filha…
Só que a Peppa aguentou firme.
Tudo isso porque a família estava esperando uma coisa só: um deslize do José. Alguma coisa que pudesse virar uma pista.
Só que, gente, agora eu preciso fazer uma pequena pausa na cronologia. Porque, enquanto tudo isso estava rolando no caso do desaparecimento da Esther, tinha outra coisa acontecendo em paralelo.
Uma coisa bem importante.
Lembra que eu contei para vocês que o José Jurado tinha saído da prisão em 2013? Mas… e entre 2013 e 2024 (que é quando a investigação da Esther estava rolando), o que José fez nesse período, além de sair andando pelo país?
Em agosto de 2022 — ou seja, cerca de um ano antes do desaparecimento da Esther — rolou uma coisa. Pelo que o documentário conta, um rapaz de 21 anos chamado David morava ali na zona rural de Málaga.
A gente não tem muitos detalhes sobre ele. Mas, no finalzinho do mês — no dia 30 de agosto — o David mandou algumas mensagens para familiares e amigos.
E nessas mensagens ele contou uma coisa estranha. Ele disse que estava de boa na propriedade da família dele. Eu imagino que o David devia estar levando o dia normalmente… quando apareceu um homem.
Um homem velho. Careca. Sem alguns dentes. Com roupas esfarrapadas. De aparência descuidada. E armado com uma espingarda.
Segundo o David, esse homem falou que estava na região caçando. Disse que estava atrás de umas raposas que tinham comido as galinhas dele.
Exatamente a mesma historinha que o José tinha contado décadas antes, lá em 85, quando ele teria cometido o primeiro assassinato, do Francisco. Lembra?
Até que… mais tarde, o pai do David chegou na propriedade. E ali o que ele encontrou deve ter sido uma cena devastadora para qualquer pai.
Ele infelizmente encontrou o David… morto.
Segundo as investigações da época, ele tinha levado um tiro nas costas… e, depois de já estar no chão, mais um tiro.
Gente, sabe o que era pior? O crime não tinha tido nenhuma testemunha. NENHUMA. E, naquele momento, a polícia começou a tentar entender o que podia ter rolado, mas eles não sabiam muito bem por onde começar.
Uma das hipóteses levantadas foi a de que o autor do crime podia ter sido um caçador. Porque a propriedade da família do David ficava numa área mais isolada, de difícil acesso, sabe? Não era um lugar onde qualquer um passava com facilidade, pelo que as fontes dão a entender.
Então, quem quer que tivesse assassinado David, provavelmente conhecia bem aquela região. Sabia como circular por ali.
Então, veio a reviravolta: na época, quando os investigadores começaram a vasculhar a cena do crime, eles coletaram muitos vestígios no local. E foi aí que os detetives encontraram uma coisa.
Ao que tudo indicava, em algum momento depois de tirar a vida do David, o criminoso teria aberto a mochila dele. Muito provavelmente para pegar a carteira e o celular. Só que, ao fazer isso… ele acabou deixando algo para trás. Era quase um presente pros detetives!
No zíper da mochila do David, a polícia encontrou… um vestígio de DNA. Ou seja, a pista que eles precisavam pra identificar o assassino.
Só que… de quem era esse DNA?
Para descobrir, os detetives colocaram esse perfil genético num banco de dados e rodaram uma busca minuciosa por um match. Até que, em certo momento, surgiu uma resposta na tela do computador. Um nome.
Só que tinha um detalhe curioso: aquele DNA não dava match direto com o assassino. Ele indicava na verdade um parente desse criminoso. Alguém da mesma família. Uma pessoa que tinha o sobrenome… Jurado.
Quem que tinha esse sobrenome Jurado, gente?! (kkkk).
A partir disso, os detetives começaram fazer um monte de coisas: análise genealógica, comparação de DNA, mais testes, investigação familiar… Até que, finalmente, eles conseguiram confirmar. O responsável pela morte do David tinha sido… José Jurado Montilla.
Gente, importante eu explicar uma coisa agora: a polícia só descobriu esse DNA do José ali na mochila cerca de 9 meses DEPOIS da Esther sumir, tá?
Então, só pra vocês entenderem a cronologia: primeiro, em 2022, José teria tirado a vida do David. E aí, por causa disso, a polícia começou a investigar quem teria sido o criminoso. Passaram a coletar provas, analisar vestígios… mas os detetives ainda não sabiam quem tinha sido o autor do crime.
Aí, nesse meio tempo, a Esther desapareceu em 2023. E, com isso, passou a ter duas investigações acontecendo em paralelo: a investigação pra saber quem tinha matado o David e a investigação para descobrir onde a Esther estava.
Ou seja: tinham duas investigações acontecendo ao mesmo tempo e, pelo menos a princípio, elas não tinham nenhuma ligação uma com a outra.
Até que, finalmente, nove meses depois de a Esther sumir, a análise de DNA do caso David revelou que José que tinha matado o rapaz. E agora a gente volta pra cronologia normal do caso:
Agora, depois de descobrir o DNA do José, em 2024, os detetives passaram a ficar de olho nele. E, curiosamente, isso não era muito difícil, porque José era MUITO ativo nas redes sociais. Ele postava tudo que ele fazia. Então, era só os policiais entrarem no TikTok, ver os vídeos dele… e aí eles conseguiam saber mais ou menos onde o José estava.
O documentário mostra, por exemplo, uma vez que José estava num hotel. José filma o quarto dele todo. A cama, o espelho, os móveis… e aí ele fala onde ele estava hospedado: no hotel Niza 2.
E ele ainda fez questão de reforçar exatamente o lugar. Ele fala, tipo: “não é no Niza UM, não, tá? É no outro, o Niza DOIS”. Ou seja, José ficava meio que entregando a localização dele na Internet.
Com essas informações, a polícia conseguiu acompanhar os movimentos do José e chegaram até a colocar policiais à paisana para seguir ele bem de perto, mas sem levantar suspeitas.
Até que… em 2024, teve um dia em que José saiu pra passear pela cidade. Eu imagino que o cara devia estar andando normal, passando pelas lojas, olhando vitrines, sentando pra comer em algum lugar… enfim, o José devia estar fazendo coisas bem comuns do dia a dia.
Só que tinha um ponto de tensão para os investigadores: José estava só a cinco quilômetros da fronteira com Portugal. E a cada passo que ele dava, ele ia ficando cada vez mais perto de sair da Espanha. De sair da região onde ele legalmente podia ser preso pela polícia espanhola.
A polícia tinha que correr!
Foi quando, em algum momento desse passeio, o José decidiu entrar em um bar. Imagina a cena: música tocando, pessoas conversando, copos no balcão… um bar como qualquer outro.
E o José ali dentro, de boa. Com uma bebida. Gravando mais um vídeo pro TikTok, falando com os seguidores. Ele até fala o nome do bar: “eu estou no bar Benito!”. E fala que ele estava bem confortável ali, que ali todo mundo conversava, bebia…
Só que, de repente… a porta do bar se abriu. E quem entrou foram policiais. Eles foram direto até o José. Sem muita conversa. Colocaram as algemas nele ali mesmo. E então… deram voz de prisão.
Provavelmente, José nem deve ter entendido direito o que estava rolando naquele momento. Mas ele saiu do bar e deve ter ido direto pra delegacia.
Finalmente, José Jurado Montilla estava preso.
Só que tinha um problema. Naquele primeiro momento, a polícia só tinha provas concretas de um crime: o assassinato do David.
Mas… e a Esther? Onde ela estava? Será que ela estava viva? Estava presa em algum lugar? Ou algo ruim tinha acontecido com ela? Ninguém sabia de nada do caso dela. Só sabiam que José poderia talvez ter alguma coisa a ver.
Até que… certo dia, em Gandía, em 2024, um guia turístico, o Andrés Palop, estava trabalhando. Parece que ele estava com um grupo de pessoas ali, fazendo um tour perto de um daqueles castelos antigos que a gente vê na Europa, sabe? Era o Castelo de Bayrén.
CASTELO DE BAYRÉN:

Mas, nesse dia, durante o tour, o Andrés decidiu pegar um atalho e passou debaixo de uma ponte. Era um trecho mais escondido, sabe? Um caminho que ninguém costumava passar. Meio vazio.
Foi quando, naquela região, ele olhou para o lado, em direção ao leito seco de um rio… e viu uma coisa estranha perto de um mato.
Ele deve ter parado por um segundo, tentando identificar o que era aquilo que ele estava vendo. Mesmo assim, Andrés chegou um pouco mais perto, eu imagino que curioso, mas também com um pouco de medo.
E, então, Andrés conseguiu identificar o que era: infelizmente, era um crânio humano. Era o crânio da Esther.
Por volta de junho de 2024, alguns meses depois do crânio ser encontrado, a polícia voltou a fazer buscas naquela região. E, durante essas buscas, os investigadores acharam o restante dos ossos e também acharam alguns pertences da Esther.
Infelizmente, aquilo confirmava um cenário doloroso: a Esther Estepa tinha sido assassinada.
Mas… o que exatamente tinha acontecido com ela?
A princípio, o caso tinha poucas provas concretas contra o José. Só que o documentário aponta que tinham elementos circunstanciais que ligavam o José ao crime — além, claro, do histórico que ele já tinha de ser um serial killer.
Por exemplo, o celular da Esther nunca foi achado. Só que, investigando, a polícia descobriu uma coisa: o celular dela tinha sido ligado meses depois de a Esther sumir. Ou seja, meses depois de ela morrer.
E sabe de quem era o sinal de 4G em que o celular dela conectou quando foi ligado? Sim. Do José.
Além disso, quando os peritos analisaram o crânio dela, eles viram que ele tinha uma marca na forma de um crucifixo. Isso indicava que Esther tinha, provavelmente, morrido depois de levar uma pancada forte na cabeça.
E, quando o José foi preso, ele estava com dois objetos: um celular e… um crucifixo.
Então existiam algumas coisas assim contra o José. Mas eram elementos mais circunstanciais. Não era nenhuma prova concreta contra ele. Só que tudo isso mudou em um piscar de olhos:
Em outubro de 2024, os investigadores estavam vasculhando o celular do José, analisando os milhares de vídeos que ele tinha gravado… Foi quando eles encontraram algo assustador. Uma foto.
Uma foto do corpo da Esther. E, de alguma forma que o documentário não deixa claro, essa foto indicava que, antes de tirar a vida da Esther… o José também teria abusado sexualmente dela.
Ou seja, durante todo aquele tempo em que o José aparecia conversando com a família da Esther, dizendo que gostava muito dela, gravando vídeos chorando e pedindo pra Esther dar algum sinal de vida… durante todo esse tempo, na verdade, naquele dia, em 2023, José, na verdade, teria abusado sexualmente da Esther e logo depois tirado a vida dela com uma pancada na cabeça. Era isso que tinha acontecido com ela. Infelizmente.
Gente, esse caso é muito recente. Hoje, no comecinho de 2026, o José está preso, mas ele ainda não foi julgado.
Então, oficialmente, ainda não dá para afirmar com 100% de certeza que ele é o culpado. Mas, considerando o que apareceu até agora — essa foto encontrada no celular dele e também o DNA que o liga ele ao assassinato do David — é bem difícil imaginar que ele não vai ser considerado culpado e condenado pela justiça da Espanha.
Hoje, ele tem 65 anos e enfrenta a possibilidade de pegar prisão perpétua. Mesmo assim, o José continua negando qualquer envolvimento nas duas mortes, tanto na do David… quanto na da Esther Estepa.
ROTEIRISTA: Lucas Andries
FONTES:
- https://www.netflix.com/watch/81987419?trackId=14187351&tctx=3%2C0%2Cb959785e-7e64-44bd-a792-33643819927f-21616149%2CNES_53F65F39A0A7CB156C2EEC1F4DC9EC-56F62CF46C8ECD-0824B61C6F_p_1773052071762%2CNES_53F65F39A0A7CB156C2EEC1F4DC9EC_p_1773052071762%2C%2C%2C%2C%2CVideo%3A81957000%2CminiDpPlayButton
- https://time.com/7382708/tikok-killer-true-story/
- https://thecinemaholic.com/esther-estepa/
- https://oantagonista.com.br/ladooa/entretenimento/serie-da-netflix-reacende-debate-sobre-seguranca-no-tiktok/
- https://www.google.com/search?q=gand%C3%ADa+diat%C3%A2ncia+sevilla&sca_esv=ee2c5135af4a9c09&rlz=1C1AVSF_pt-BRBR1162BR1162&sxsrf=ANbL-n75-9FKW9r7-lBqp9P9KDWchDX33Q%3A1773150020049&ei=RB-waZzaAvrA5OUP94OPoAc&biw=677&bih=608&ved=0ahUKEwicjNDIupWTAxV6ILkGHffBA3QQ4dUDCBE&uact=5&oq=gand%C3%ADa+diat%C3%A2ncia+sevilla&gs_lp=Egxnd3Mtd2l6LXNlcnAiGmdhbmTDrWEgZGlhdMOibmNpYSBzZXZpbGxhMgcQIRigARgKMgcQIRigARgKSJcdUJIGWKsccAF4AZABAJgB1QGgAZ8WqgEGMC4xNi4xuAEDyAEA-AEBmAISoALsFsICChAAGLADGNYEGEfCAg0QABiABBiwAxhDGIoFwgIFEC4YgATCAgUQABiABMICBBAAGB7CAgYQABgWGB7CAggQABgWGAoYHsICBhAAGA0YHsICCBAAGAUYDRgewgIKEAAYBRgKGA0YHpgDAIgGAZAGCpIHBjEuMTYuMaAHjVeyBwYwLjE2LjG4B-UWwgcIMC4xMS42LjHIBz-ACAA&sclient=gws-wiz-serp
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Gandia
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Sevilha
- https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1laga
- https://cadenaser.com/andalucia/2024/05/20/dinamina-montilla-el-asesino-en-serie-de-malaga-condenado-por-otros-cuatro-asesinatos-en-los-80-llevaba-una-decada-en-libertad-ser-malaga/
- https://www.diariosur.es/sucesos/dinamita-montilla-nuevo-informe-forense-concluye-ester-20251103002018-nt.html
- https://www.thesun.co.uk/news/38422921/tik-tok-killer/
- https://people.com/how-was-the-tiktok-killer-caught-11922051
- https://people.com/where-is-the-tiktok-killer-jose-jurado-montilla-now-11920632
- https://people.com/what-happened-to-esther-estepa-tiktok-killer-11923025
- https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/como-foi-a-cacada-e-captura-de-jose-montilla-o-assassino-do-tiktok.phtml
- https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/o-assassino-do-tiktok-veja-a-historia-real-que-inspirou-serie-documental-da-netflix.phtml
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Bayr%C3%A9n
- https://www.google.com/search?q=casrtelo+de+bayren+espanha&sca_esv=6e72ffa629272dce&rlz=1C1AVSF_pt-BRBR1162BR1162&sxsrf=ANbL-n6uIWeKy8AT8pV_txb2nBEIL3Dflg%3A1773497582251&ei=7my1aYz_DvzY1sQPt5Tr0Aw&biw=1366&bih=607&ved=0ahUKEwiMrpmryZ-TAxV8rJUCHTfKGsoQ4dUDCBM&uact=5&oq=casrtelo+de+bayren+espanha&gs_lp=Egxnd3Mtd2l6LXNlcnAiGmNhc3J0ZWxvIGRlIGJheXJlbiBlc3BhbmhhMgcQIRigARgKMgcQIRigARgKSNUHUB9Y0AZwAXgBkAEAmAGTAqABwAqqAQUwLjYuMbgBA8gBAPgBAZgCCKAC7ArCAgoQABiwAxjWBBhHwgIXEC4YsAMYuAYY2AIYyAMY2gYY3AbYAQHCAgYQABgWGB7CAggQABiABBiiBJgDAOIDBRIBMSBAiAYBkAYQugYGCAEQARgZkgcFMS42LjGgB88fsgcFMC42LjG4B98KwgcHMC42LjEuMcgHGoAIAA&sclient=gws-wiz-serp#lpg=cid:CgIgAQ%3D%3D,ik:CAoSF0NJSE0wb2dLRUlDQWdNQ1k5TVQzLUFF













