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Imagine ser acusada de um crime que TALVEZ você não tenha cometido? Talvez... 

Vamos entender melhor tudo isso no nosso episódio do Casos Reais de hoje, com a história do assassinato de Mary Yoder. 

O caso de hoje é tão surreal que parece ter sido escrito por um roteirista de hollywood. Sabe aquele filme, “A Garota Ideal”, onde você vê vários filmes em um só, de tantas reviravoltas? Pois é. Vocês vão achar a mesma coisa desse caso aqui. Num determinado momento, vai parecer que eu tô contando duas histórias completamente diferentes pra vocês. 

A personagem principal de hoje chama-se Mary Yoder. Ela nasceu no dia 18 de março de 1955, em Buffalo, Nova York. Filha de Arthur Charles Bakert e Norma Janet Marie Bakert, ela tinha sete irmãos. Quando entrou na faculdade, conheceu seu futuro marido, William Yoder, que tinha o apelido de Bill. 

Mary e Bill eram um casal bem-sucedido que morava em Whitesboro, Nova York. Eles tinham três filhos: Adam Yoder, Liana Hegde e Tamaryn Yoder. Na época dos acontecimentos, Mary tinha cerca de 60 anos, mas era uma mulher super saudável, ativa e jovial. Ela dirigia ao lado de Bill um consultório de Quiropraxia. 

Mary era conhecida na sua comunidade local por levar um estilo de vida super ativo, então todos estavam acostumados a ver Mary fazendo mil coisas, gerindo sua clínica e tudo mais. 

No dia 20 de julho de 2015, ela havia combinado de encontrar sua mãe na hora do almoço. E assim ela fez. Saiu da clínica e foi ao encontro de Norma. Mary havia imaginado que as duas iriam almoçar juntas, mas sua mãe já havia comido e Mary achou melhor voltar e comer algo rápido na clínica. Na verdade, quando ela retorna, ela bebe um shake proteico, preparado com leite de amêndoas e proteína em pó. Geralmente ela fazia isso quando não tinha muito tempo para almoçar, então o shake funcionava como uma refeição. Ela inclusive tinha um mini estoque dessa bebida na cozinha do consultório, porque volta e meia a agenda dela estava lotada de pacientes.

Então vamos recapitular: Mary volta da casa da sua mãe e, por volta de 1:15 da tarde bebe seu shake proteico antes de voltar aos atendimentos na clínica.  

O problema é que minutos depois, ela começou a sentir uma dor de estômago, que acreditou ser bobeira e que logo passaria. As horas se passaram e a dor foi aumentando, então ela resolve ligar para o seu marido e contar que não estava se sentindo bem. Por volta de 18h30, a Mary chega em casa e começa a vomitar e ter diarreia, então o Bill achou melhor ligar para sua filha Liana, que era a filha mais velha que era médica. Depois disso, ele levou Mary às pressas para o hospital por volta de nove e meia da manhã do dia 21 de julho.

Os médicos mantiveram Mary sob observação, e fizeram alguns exames, mas eles não tinham certeza do que estava acontecendo. Aparentemente ela estava desidratando, porque ela estava expulsando muito líquido do organismo. Sua condição continuou a piorar, e ela teve que ser transferida para a UTI. 

Já na UTI os médicos não conseguiam controlar o estado de saúde dela e mesmo com várias tentativas e exames Mary só piorava sua condição. Tudo isso era muito estranho, porque ela não tinha nenhum histórico de doença e nem tinha uma vida sedentária, muito pelo contrário. 

Até que em um determinado momento, ela começou a ter parada cardíaca várias vezes, e seu organismo acabou não aguentando. Ela acabou morrendo no hospital.  A morte confundiu os médicos porque todo o quadro clínico da Mary antes de passar mal indicava uma pessoa completamente saudável. 

Horas depois da autópsia, uma informação veio à tona para confundi-los ainda mais: seus órgãos pareciam em mau estado, como os de alguém que acabou de passar por várias sessões de quimioterapia.

Esse fato levou o médico legista a considerar sua causa mortis como envenenamento, mas eles precisavam de provas. Depois que eles descartaram a probabilidade de envenenamento com cianeto e arsênico, eles descobriram que ela havia sido envenenada com Colchicina, um medicamento usado para tratar a alguma doença autoimune. O problema era que em doses elevadas, a Colchicina deixava de ser um medicamento e passava a ser algo letal para o organismo. E Mary, como vocês já sabem, não tinha nenhuma doença. 

Temos aí uma investigação para ser resolvida.

Até que em novembro de 2015, a polícia recebeu uma carta anônima. Nessa carta estava escrito basicamente o seguinte: que Adam, seu filho, era o culpado pela morte de Mary. E que se os policiais fossem até o carro dele, encontrariam um frasco de Colchicina de baixo do banco do passageiro. 

Ao questionarem Adam para saber onde ele estava na época da morte de sua mãe, ele disse à polícia que estava visitando sua irmã em Long Island, Nova York, e tinha ido para lá no dia 15 de julho. E que ele só voltou depois que seu pai lhe contou que Mary estava passando mal.

Ele tinha um álibi. Mas a questão é que mesmo assim a polícia decidiu revistar o seu carro e procurar pelo frasco, o que acabou acontecendo. Ele estava exatamente no lugar que a carta dizia. 

Adam ficou totalmente surpreso e disse que não teve nenhum envolvimento na morte da sua mãe. As autoridades estavam achando tudo aquilo muito conveniente e acreditaram que Adam estava sendo incriminado por alguém. 

O problema era: quem havia escrito aquela carta? Agora eles tinham que descobrir.

Junto com a garrafa de Colchicina, no carro de Adam, havia a nota fiscal da compra do frasco. E a nota fiscal tinha alguns dados, por exemplo, um e-mail que foi usado pra fazer a compra. Esse endereço de e-mail foi rastreado e chegou até a ex-namorada de Adam, Kaitlyn Conley. 

Kaitlyn trabalhava na clínica de Quiropraxia há quatro anos. E aquele endereço de e-mail foi acessado tanto de seu celular, quanto de sua casa. Os investigadores também descobriram que o relacionamento de Adam e Kaitlyn costumava ser bem conturbado. Ela tinha muito medo dele. 

Adam mais tarde afirmou que ela havia acusado ele de abuso, no passado, e que eles discutiam o tempo inteiro. Ele também disse que em abril de 2015, ela havia dado a ele alguns suplementos para ajudar na sua memória, mas os suplementos o deixaram bem doente e ele parou de tomar. As autoridades também descobriram que Kaitlyn disse para Adam que ela teve uma gravidez ectópica, fazendo com que Adam voltasse a namorar com ela. O relacionamento não durou muito tempo, porque ele suspeitou que estava sendo traído e terminou. 

Kaitlyn agora passou a ser uma suspeita. Ela insistia em afirmar que não havia matado Mary, mas todas as evidências acabavam apontando pra ela. Em um determinado momento, ela chegou a admitir para os policiais que havia escrito a carta anônima porque tinha medo de Adam. Além disso, o seu DNA foi encontrado no frasco de Colchicina que eles haviam achado no carro. E, pra finalizar, a droga havia sido comprada com cartões pré-pagos comprados por Kaitlyn. Eles acabaram acreditando que o veneno havia sido colocado na bebida de Mary e que por isso ela havia passado mal e morrido.

Kaitlyn foi julgada pelo assassinato de Mary em abril de 2017. A acusação defendia que seu motivo era vingança, porque ela queria se vingar de Adam depois da separação. 

A defesa de Kaitlyn afirmava que Adam havia matado Mary. No final, o júri não conseguiu chegar a um veredicto, e o juiz declarou um anular esse primeiro julgamento. 

Já no segundo julgamento, a promotoria apresentou mais evidências do histórico de pesquisas online de Kaitlyn, mostrando que ela havia pesquisado venenos mortais online anteriormente.

Kaitlyn foi condenada por homicídio culposo em primeiro grau. Em janeiro de 2018, a jovem de 24 anos foi condenada a 23 anos de prisão. Na sua sentença, ela disse: “Com todo o devido respeito ao sistema de justiça e nosso sistema de júri, sou inocente”. 

De acordo com os registros prisionais, a Kaitlyn continua encarcerada no Centro Correcional para Mulheres de Bedford Hills no Condado de Westchester, em Nova York, e será elegível para liberdade condicional apenas em 2037.

Parece que acabou né? Mas não acabou não. Agora vocês vão ouvir o Lado B dessa história. 

Nós encontramos um site chamado: https://www.freekaitlynconley.com/, promovido pela família dela, que logo na primeira página diz o seguinte: “Convicções erradas acontecem. O sistema de justiça americano falhou com Katie Conley em 6 de novembro de 2017. Ela é inocente e injustamente encarcerada enquanto as pessoas responsáveis pela morte da Dra. Mary Yoder literalmente fugiram do assassinato”. 

Assim como a sua família, existem muitas pessoas que defendem a Kaitlyn nesse caso, pessoas inclusive da família da Mary, afirmando que Kaitlyn é inocente. Nós encontramos nesse site um depoimento de Janine, uma das irmãs da Mary, que diz o seguinte: 

“A história que não foi contada. 

Mary Yoder morreu inesperadamente em 22 de julho de 2015. Ela foi envenenada com colchicina de grau agrícola. Katie Conley foi condenada por seu assassinato. Eu sou a irmã de Mary Yoder, Janine Bakert King. Acredito que Katie seja inocente, assim como minhas duas irmãs, Sallie Bakert e Sharon Mills. Somos as irmãs que estiveram mais próximas de Mary ao longo dos anos e a conheceram melhor. Sabíamos de suas dificuldades conjugais e financeiras. Nós não suspeitamos inicialmente de seu marido Bill Yoder e não tínhamos nada contra ele. Foram os eventos que ocorreram após a morte de Mary que nos convenceram.” 

Bom, mas pra além dessas investigações e para além das opiniões do Adam, quem era a Kaitlyn? 

O site diz que Kaitlyn, apesar de ser pintada pela justiça como uma assassina desonesta, fria e vingativa, aqueles que a conhecem são sensatos em suas crenças de que ela é completamente inocente.

Katie é vista como uma pessoa amorosa para muitos. Ela sempre foi cercada pela sua família, que por sinal é uma família bem unida. Seu pai é um ex-major do Exército, então ela foi criada para ter certos valores, como respeito, honra, trabalho duro, confiabilidade e bondade acima de tudo.

Ela adorava praticar tênis, e competia tanto no ensino médio quanto no colegial. Ela se formou na Sauquoit High School entre os 10% melhores de sua turma e depois se formou em Artes no Mohawk Valley Community College. Depois disso ela entrou para o Instituto Politécnico do Estado de Nova York, e recebeu o seu diploma de bacharel em negócios em maio de 2016.

Katie trabalhava na Family Chiropractic Care como gerente de escritório, gerenciando a cobrança e o agendamento de pacientes, administrando a recepção e atendendo às necessidades diárias da empresa. Além disso, ela também trabalhava como cuidadora de uma mulher idosa durante a noite.  

Kaitlyn cresceu na Igreja Católica e era uma voluntária dentro da sua comunidade.

Desde pequena, a Katie sempre gostou muito de animais. Ela volta e meia era vista resgatando algum bichinho na rua, mas não eram só cachorrinhos e gatinhos... eram também cavalos, galinhas, cabras e por aí vai.

Então o que eu quero dizer com isso é que as pessoas que defendem a causa de Katie dizem que ela é uma pessoa bondosa e que jamais faria algum mal para Mary. 

Nesse site a Janine, irmã da Mary, conta algumas coisas que aconteceram naquela época, que não foram reveladas. De acordo com ela, Bill levou Mary ao hospital no dia 21 de julho de 2015 e Mary não estava exatamente mal no momento em que foi internada. Ela estava estável naquele momento e os prontuários médicos indicam isso. A Mary estava no hospital simplesmente para se hidratar e ficar em observação. 

A Janine também disse que Bill deixou o hospital pouco antes da condição da Mary piorar repentinamente e durante várias horas, o hospital ficava tentando entrar em contato com ele através do telefone e ele não atendia, muito menos ligava de volta. Até a Mary tentou ligar pra ele e não obteve retorno. O hospital teve que enviar alguns policiais pra casa dele pra poder contar o que estava acontecendo e busca-lo. Ele disse aos policiais que iria no seu carro imediatamente para o hospital, que ficava há 15 minutos da sua casa, mas só chegou uma hora depois. 

O corpo da Mary foi cremado poucos dias depois da sua morte, mas o Bill não contou pra ninguém que isso tinha acontecido, nem mesmo pra Norma, a mãe da Mary. E as pessoas no necrotério disseram que ele estava ansioso para liberar logo o corpo da Mary pra poder ser cremado. 

O diretor da funerária também disse que o Bill e o Adam estavam com muita pressa e cremaram o corpo em 30 minutos, sendo que o procedimento levava mais ou menos duas horas.

No dia seguinte da morte da Mary, a Liana começou contar para a família e os amigos que a Mary tinha morrido de Colangite Ascendente, que é uma doença que causa a inflamação e infecção das vias biliares por conta de uma obstrução no duto biliar, possibilitando a infecção por bactérias. Essa doença pode causar cicatrizes no fígado e o desenvolvimento de cirrose e insuficiência hepática. Por conta da idade e da excelente saúde da Mary, o diagnóstico de Colangite Ascendente não fazia sentido, mas ao mesmo tempo quem duvidaria de Liana, que era médica? Era até bom ter uma médica na família para explicar todas essas coisas.

Acontece que um mês depois da morte da Mary, a Janine encontrou sem querer com o médico assistente que estava trabalhando no caso dela e soube por ele que a sua irmã não havia morrido de colangite ascendente. 

Ele contou que o médico legista tinha diagnosticado sua morte como “toxicologia pendente desconhecida” e que as amostras de tecido e soro da Mary foram enviadas para testes toxicológicos que levariam oito semanas. A equipe do hospital estava inclusive ansiosa pra saber o resultado desses testes, porque eles nunca tinham visto uma morte como a de Mary antes. 

Ninguém havia avisado isso para as irmãs de Mary e o médico ficou chocado quando soube que elas pensavam que a Mary tinha morrido de colangite ascendente. 

Janine também conta que quando Mary morreu, Bill estava prestes a completar 70 anos. Ele queria se aposentar há muito tempo, mas as finanças não permitiam, então ele ainda trabalhava. E que depois da morte da Mary, ele imediatamente parou de trabalhar. Bom, eles tinham um seguro de vida, então ele recebeu uma quantia grande de dinheiro depois da sua morte.

A questão é que mesmo com todas essas atitudes suspeitas, a lista de coisas estranhas não para. A investigação policial sobre a morte da Mary só começou quase 3 meses depois que ela morreu. Os Yoders (Bill, Adam, Liana e Tamaryn) não chamaram a polícia, mesmo depois que o médico legista avisou no dia 17 de setembro de 2015 que Mary havia sido envenenada com colchicina, em uma dose suficientemente alta que poderia matá-la 15 vezes. 

Além disso, mais uma informação conflituosa. Não havia nenhuma evidência física de que Mary tomou um shake para almoçar no dia em que ficou doente. Se isso não pode ser provado, como a promotoria insistiu que ela havia sido envenenada por Katie? Nenhum recipiente de shake vazio ou parcialmente vazio foi encontrado na pia do trabalho naquele dia. Inclusive, os registros médicos afirmam que Mary disse que comeu uma barra de proteína no almoço e frango grelhado no jantar. Já Bill havia dito que Mary tomou um shake no almoço e nada no jantar. 

E ainda que Mary tivesse preparado um shake entre um paciente e outro, a janela de oportunidade de Katie para envenenar essa bebida era insignificante. Para que isso acontecesse, Mary teria que sair da sala e Katie teria que colocar luvas de proteção, óculos e máscara, que são necessários para lidar com a colchicina, caso contrário ela mesma teria ficado mortalmente doente. Ah, uma observação: luvas, óculos e máscara foram encontrados no carro de Adam Yoder. 

Se vocês pensam que a coisa tá complicada, então pera aí que eu vou trazer mais uma informação:

Quando a investigação do homicídio estava finalmente em andamento, os xerifes seguiram Bill e descobriram que ele estava em um envolvimento amoroso com Kathy, a irmã mais velha de Mary. O marido de Kathy morreu menos de um ano antes de Mary. E Kathy tem um distúrbio progressivo e debilitante do sistema nervoso. Não sei se essa informação conta, mas Kathy está bem financeiramente, sabe? Só que a sua condição de saúde está cada vez pior, fazendo com que ela esgotasse todos os tratamentos. Bom, com sua herança e o dinheiro de Kathy, Bill poderia viver muito bem com Mary fora de cena.

E olhem só esse detalhe: nas semanas e meses que se seguiram à morte de Mary, Bill passou a maior parte do tempo com Kathy e, ao mesmo tempo, dizia para os filhos que não podia vê-los porque precisava de solidão para sofrer. E quando Kathy e Bill foram pegos juntos, eles mentiram compulsivamente para os xerifes e para a família sobre quando o relacionamento começou de fato. A cada hora eles contavam um início de namoro diferente. 

Mais tarde, quando se descobriu que eles estavam juntos em 30 de julho, apenas uma semana depois da morte da Mary, eles disseram que era apenas para dar apoio um ao outro e que “choraram nos ombros um do outro por dois meses antes de se envolverem romanticamente”. Mas mensagens de texto recuperadas do telefone de Bill mostram uma coisa diferente. Durante o tempo em que supostamente estavam de luto, eles desfrutavam de jantares e encontros sexuais. 

Uma vizinha ainda testemunhou que viu o carro do Bill na casa de Kathy por muitas vezes antes de Mary morrer. Ela os viu na varanda da frente de Kathy se beijando intensamente. 

A condenação de Katie, pelo que é falado nesse site, é baseada principalmente em evidências circunstanciais relacionadas à compra da Colchicina. Mas todos esses documentos estavam sob os nomes de Adam e Mary, não de Katie. 

Bill mentiu para os xerifes quando disse que apenas Katie usava o computador da recepção da clínica. Várias pessoas sabiam que Bill e Adam também usavam aquele computador. Além disso, Bill e Adam tiveram acesso a todos os dispositivos que foram usados ​​para incriminar Katie, incluindo seu telefone. 

Também foi descoberto que Bill possuía, há anos, uma plantação de maconha; e que ele usava doses agrícolas de Colchicina para aumentar essa produção. Foi inclusive essa plantação de maconha que permitiu que Bill e Mary custeassem a faculdade de Quiropraxia. 

E como se não bastasse todas essas constatações da família de Mary, o advogado de defesa de Katie suspeitou que Mary havia sido vítima de violência doméstica por parte de Bill. Ele tentou ter acesso aos seus registros médicos anteriores, mas os promotores não quiseram entregar. A violência doméstica explicaria os grandes hematomas que às vezes eram vistos nos braços e pernas de Mary e as fraturas ósseas recorrentes que ela sofreu. 

E aí, minha gente? De que lado você está?

Essa história é tão cabulosa que fica difícil entender exatamente todos os pontos. Se a gente só ouvir o lado do Bill, a gente consegue acreditar nele. Se a gente ouvir o lado das irmãs da Mary, a gente consegue acreditar nelas e, mais ainda, contestar várias coisas que aconteceram! 

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