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Um crime, vários mistérios sem solução e uma reviravolta quase 47 anos depois. No Casos Reais de hoje, a história bizarra de Lindy Biechler. 

Por todo esse tempo, o assassinato de Lindy Sue Biechler foi uma incógnita na cabeça das pessoas. Desde 1975, autoridades, jornalistas, estudiosos e entusiastas do gênero true crime se perguntavam o que haveria acontecido com a jovem de 19 anos que foi esfaqueada. 

Lindy Sue Biechler nasceu no dia 31 de janeiro de 1956. Seus pais são Wayne L. Little e Edna Little. Quando pequena, seus pais se separaram e ela continuou vivendo com a mãe dela. O pai dela, por sua vez, se casou novamente e teve seu irmão, Michael Little. O Michael, dando um spoiler sobre esse assunto, é uma pessoa super importante na condução do caso da irmã dele. Mesmo depois de tudo o que aconteceu, ele sempre se empenhou em fazer justiça pela história da Lindy e se tornou uma das principais referências de luta pela descoberta do que aconteceu com a irmã. Então ele foi muito importante!

A gente não consegue encontrar muitas informações sobre a infância da Lindy mas supõe-se que ela tenha vivido uma infância normal, como qualquer garota. A gente sabe que os pais se separaram, que ela morou com a mãe ao longo da vida mas que mantinha uma relação muito boa com o seu meio-irmão, filho do seu pai no novo casamento; mas não encontramos coisas muito específicas ou marcantes que tenham acontecido na infância dela. 

O que a gente sabe é que, no final do período escolar, ali mais ou menos no ensino médio, a Lindy conheceu o Phillip, que foi o homem que veio a ser o marido dela. Nessa época o Phillip trabalhava na Hertz, uma locadora de carros muito famosa nos Estados Unidos. E junto com o seu trabalho, ele também frequentava a Universidade de Millersville, uma faculdade estadual, onde ele estudava Arte. A Lindy, nessa época, frequentava a Conestoga Valley High School em Lancaster, na Pensilvânia, onde teve treinamento em negócios.

Em outubro de 1974 ela e Philip se casaram. O Philip era 5 anos mais velho que a Lindy, com 24 anos, enquanto ela tinha 19... então ele já trabalhava e estava num outro momento de vida quando eles se casaram. No ano seguinte ao casamento, em junho de 1975, ela se tornou a primeira funcionária contratada pela Landis Flowers and Gifts, uma floricultura em Manor Township.

Ela e o marido moravam no primeiro andar de um apartamento que é bem característico. Sabe aquelas construções de tijolinhos vermelhos, super populares nos Estados Unidos? Era um apartamento desses. Desde essa época, a Lindy fazia uns comentários pras pessoas próximas a ela dizendo que gostava do seu apartamento, mas de alguma forma não se sentia segura em morar lá. Era como se fosse um instinto, alguma coisa que dizia isso a ela. Ela relatava para as pessoas que se sentia super desconfortável em morar ali em determinados momentos, porque parecia que, de alguma forma, ela estava sendo observada.

Na verdade, teve um episódio bem ruim em relação a isso, onde ela estava sozinha em casa num certo dia e ela viu uma pessoa observando o apartamento dela pelas porta de entrada, que era de vidro... então imagina? Você, mulher, sozinha em casa e vendo uma pessoa te observar da rua... no mínimo medonho, né? Ela obviamente ficou mega assustada com isso e esse episódio só aumentou a insegurança e o incômodo que ela sentia de morar ali. Depois desse episodio ela chegou até a comentar com o Phillip que não queria ficar sozinha em casa quando anoitecia, porque ele chegava bem mais tarde do trabalho que ela.   

Um outro incidente, ainda mais pesado que esse, aconteceu numa noite em que a Lindy e o Phill estavam em casa, jantando com o irmão dela, o Michael. Eles estavam tendo uma noite tranquila, conversando, rindo, bebendo... até que em um determinado momento eles escutaram um barulho vindo dos quartos. Phil vai até lá para ver o que tinha acontecido, e encontra um espelho todo despedaçado. E não era por menos, o barulho foi muito grande! 

A Lindy ficou arrasada naquele dia, e o que já estava causando um certo medo acabou se intensificando... quando Michael foi embora do jantar, ela fez o marido dela checar todas as portas e janelas da casa pra se certificar de que nada nem ninguém iria entrar sem que eles soubessem. Ela estava visivelmente debilitada emocionalmente com isso. 

Nessa época já havia mais ou menos mais de um ano de casamento e as coisas estavam começando a se organizar pros dois. Afinal de contas, uma vida a dois não é fácil... tem muitas responsabilidades, contas a pagar, decisões a serem tomadas e por aí vai... e os medos e inseguranças da Lindy eram só uma parte disso tudo. 

Bom, acontece que por conta disso tudo que estava acontecendo na vida dois dois, eles acharam melhor começar a buscar novamente uma casa para morar.  A Lindy queria muito um cachorro e o Phil queria mais espaço em casa, então as vontades coincidiram e eles começaram a buscar esse novo lugar para morar. 

Ela já estava na Landis Flowers and Gifts por volta de seis meses e adorava trabalhar na floricultura. Uma coisa que nós descobrimos foi que ela havia sido contratada pra fazer um papel de gerente da floricultura, mas ela era tão apaixonada por flores que preferia trabalhar montando os buquês.

Às 17h15 da tarde do dia 5 de dezembro de 1975, Lindy pegou sua bolsa, saiu do trabalho e dirigiu da floricultura até onde Phil trabalhava na Hertz pra poder dar um “oi” antes de ir pra casa. Daí ela aproveitou e foi até o John Herr's Village Market, fazer umas compras. Ela comprou quatro sacolas de compras e voltou para casa, chegando por volta das 18h30.

Ela tirou as compras do carro, colocou tudo dentro de casa e ficou sozinha em casa até que o Phil chegasse do trabalho. Como todos sabiam que a Lindy tinha medo de focar sozinha em casa, seus tios Mell e Celeste decidiram convidá-la para assistir a um jogo de basquete naquela noite, assim ela não ficaria muitas horas sozinha em casa esperando pelo Phil. 

Por volta das oito horas da noite, a tia e o tio de Lindy chegaram até o seu apartamento pra poder busca-la e leva-la ao jogo de basquete com eles. Celeste chegou até a porta primeiro e achou estranho que Lindy havia deixado a porta destrancada. Isso não fazia muito sentido, até porque todos sabiam como ela era cautelosa com a própria segurança. Mesmo assim, Celeste resolveu entrar na casa. 

Quando ela entrou, percebeu que a luz da sala estava acesa, mas não tinha ninguém por lá também. Ela começou a chamar pela Lindy, mas não ouvia nada... nenhum barulho, nenhum movimento e nenhuma resposta dela. Celeste percebeu que haviam algumas sacolas de mercado na sala, então ela continuou andando pela casa até entrar na cozinha, e foi aí que ela se deparou com uma cena perturbadora.

Lindy estava completamente vestida, deitada de costas para o chão e com uma faca de açougueiro cravada no seu pescoço e um pano de prato enrolado no cabo de madeira dessa faca. 

Desesperada, celeste pega o telefone e liga imediatamente para o 911, que não demorou nada pra chegar até o local. Quando os policiais entraram e se depararam com a cena do crime, eles já sabiam que se tratava de um assassinato. 

Logo após a identificação da cena do crime, os policiais ligaram para Phil, o marido de Lindy, e para os pais dela, para poder relatar o que havia acontecido. A reação do pai da Lindy foi muito violenta, então eles estavam preocupados com que algo acontecesse com ele por conta dessa notícia. 

Ainda no apartamento, os policiais começaram a vasculhar todos os cômodos à procura de alguma pista ou vestígio que pudesse ajuda-los na construção desse caso. Mas por incrível que pareça, nada estava fora do lugar e eles não deram falta de nenhum objeto ou qualquer bem que seja. Então, já de cara, uma motivação por roubo já não seria levada em consideração pra esse caso. 

O que poderia ser, então? Levando em consideração os fatos materiais, o crime se tratava de uma mulher esfaqueada dentro da própria casa. Mesmo não havendo nenhuma evidência extra, aquilo por si só poderia trazer a ideia de crime por motivação sexual ou de gênero. Mas embora não tenha sido percebida nenhuma marca de agressão na vítima e nem de arrombamento nas portas, a ideia caminhava no sentido de que o assassino provavelmente conhecia a vítima ou usou de muita esperteza para entrar na casa sem que ela percebesse.

Os detetives do Departamento de Polícia de Manor Township e da Polícia Estadual da Pensilvânia ficaram responsáveis por conduzir as investigações sobre o homicídio. Primeiramente, foram descobertas algumas informações através do DNA. As provas foram enviadas para vários laboratórios e várias entrevistas com suspeitos foram concluídas pra ajudar nesse processo.

O DNA da cena mostrou que havia gotículas de sangue de Lindy nas paredes e também indicavam que a vítima teria lutado pela sua sobrevivência. Além disso, a polícia também encontrou algumas pegadas na cozinha, que suspeitaram ser de um homem.

A investigação continuou com a polícia entrevistando os vizinhos de Phil e Lindy, para tentar descobrir alguma informação que pudesse auxiliar na condução do caso. O problema foi que, quando questionados, seus vizinhos próximos não estavam em casa na hora do crime e não conseguiram passar nenhuma informação para a policia que ajudasse a entender o que aconteceu naquela hora. 

A autópsia da Lindy saiu e indicou que ela havia sido esfaqueada dezenove vezes, incluindo esfaqueamento no coração. Basicamente, eles identificaram duas facas: primeiro, a faca de açougueiro, aquela que foi encontrada no seu pescoço quando a sua tia entrou na cozinha. A outra faca não foi identificada como pertencente ao apartamento de Lindy, então a polícia supôs que o próprio assassino teria levado essa segunda faca para a cena do crime e depois levou embora junto com ele. A faca de açougueiro, ao contrário, era de Lindy e Phil. 

A conclusão da morte de Lindy se deu por sangramento massivo. Acredita-se, através das investigações, que ela foi golpeada primeiro no pescoço (com o esfaqueamento principal pela faca de açougueiro) e depois continuou sendo esfaqueada nas outras partes do corpo. 

Bom, então vamos lá. Vocês sabem muito bem qual é o próximo passo, nesses casos. Vocês já estão craques nisso. Já que a policia e os investigadores concluíram que havia sido um assassinato e que provavelmente esse assassino teria algum motivo forte para cometer esse assassinato, todas as pessoas próximas de Lindy e Phil deveriam ser entrevistadas. 

Pra vocês terem uma ideia, até o dia 7 de fevereiro de 1976, a polícia havia entrevistado cerca de trezentas pessoas, mas não encontraram nenhuma informação. 

Meses depois, foi descoberto que uma outra mulher, que tinha 43 anos, foi esfaqueada dezenas de vezes numa situação muito parecida com o crime da Lindy. A polícia logo percebeu as semelhanças entre os casos e ficou alerta às investigações. Acabou que, meses depois, um homem chamado Kenneth Dale Arndt foi reconhecido culpado e preso pelo crime contra essa segunda vítima, e foi descartado da investigação da Lindy. 

Os meses foram passando e não haviam mais indícios e nem novidades sobre o que havia acontecido com a Lindy. No final de dezembro daquele ano, quando completou um ano da morte da Lindy, a sua família foi até o cemitério deixar algumas flores em memória do seu aniversário de falecimento. Quando eles chegaram, se depararam com a lápide de Lindy toda pintada de vermelho e com marcas de arranhões. Era a única lápide depredada no cemitério. 

No ano seguinte, marcada como 'urgente', uma carta chegou ao Departamento de Polícia de Manor Township e foi endereçada ao detetive Sheeler. Essa carta misturava letras cursivas com letras de forma. Basicamente, era uma carta dividida em duas partes. A primeira parte estava escrita como se alguém estivesse alegando ser o assassino e a segunda parte era de Janice, uma pessoa que alegava ser amiga do assassino.

Nós traduzimos livremente a carta para que vocês entendessem o contexto do que ele havia colocado. Ela dizia mais ou menos assim:

“Oi Sheeler. Você não me pegou ainda. O túmulo de Lindy apenas me excitou, ella parecia toda ensanguentada como a pintura. O arranhão e as marcas de corte representam as facadas. Imprima esta carta junto com uma foto no jornal Lancaster à noite de sexta-feira e no jornal de manhã de sábado, e eu posso confessar quando eu voltar da minha viagem. 

Você vê que o mundo me deve a vida, talvez eu lhe dê algumas dicas de quem eu sou. Fui preso uma vez por drogas, alguns anos atrás. Moro no West End de Lancaster Suburbs. Eu tenho 1,70m de altura e sou gordo e bonito e capaz de matar novamente sem saber.

No dia 5 de dezembro de 1975 estava sob o efeito de anfetaminas. Sou um homem bem educado na comunidade, solteiro, bom partido, mas por Deus, me ajude, estou perdendo a cabeça. Me ajude antes que eu mate de novo, as dores de cabeça me matam. As drogas só acalmam temporariamente. Deus me perdoe. Por favor, imprima no jornal para que eu saiba que você entendeu. Eu te escrevo de novo, Deus eu preciso de um padre, o que eu fiz?

 — — — — - 

Agora eu vou ler pra vocês mais ou menos o que dizia na segunda carta, a da suposta amiga.

“Ajude-me por favor delegado Sheeler, meu amigo confessou o assassinato de Lindy Sue Bichler. Faça o que ele pede, imprima esta carta na primeira página, não estou ciente de suas intenções agora, mas contemplar o assassinato não é suas intenções, ele está mentalmente doente. Quando a carta aparecer no jornal ele se entregará. Ele descreveu o relacionamento que ele e Lindy tinham antes de matá-la. Ele só percebe isso agora. Estava drogado e não era responsável por suas ações. Por favor, ele está dormindo agora. Por isso terminei a carta. Tudo o que posso dizer é que meu amigo frequenta o shopping Manor à noite e o campus ao redor. Principalmente durante a semana. Ele entrará em contato com você muito em breve e, ah, quando ele fizer, por favor, traga um padre católico para a delegacia. Janice Crum”

Bom, a polícia não estava convencida de que a carta era de verdade. Havia poucos detalhes no conteúdo que foi escrito, basicamente tudo o que foi divulgado nos jornais após a morte de Lindy.


Mesmo com o pedido de que a polícia publicasse esse jornal, ela achou melhor não divulgar nada por enquanto porque isso de alguma forma poderia atrapalhar a condução das investigações que já estavam em andamento naquela época. 

Três anos depois, o perfil de DNA foi submetido a um banco de dados nacional, também conhecido como CODIS, para verificar se havia correspondência com um criminoso conhecido. Mas o que isso significa? Normalmente, se uma pessoa não for um infrator conhecido, ela não estaria no sistema CODIS e, portanto, nenhuma correspondência se apresentaria. E foi exatamente isso que aconteceu. O assassino que matou Lindy nunca havia passado pela polícia antes. 

A investigação tinha, então três evidências: a cena do crime, o túmulo depredado e a carta. Eles acreditavam, diante dessas provas, que mais de uma pessoa estivesse envolvida nesse caso, ainda que não tivesse executado o ato criminoso. 

Até que em junho de 2006, o caso de Lindy foi escolhido pela Video CQ Society para inclusão em seu programa. O CQ é um grupo de 50 voluntários, entre eles: cientistas forenses, psicólogos e alguns membros da polícia que se reúnem para analisar alguns casos que já passaram pela polícia e nunca conseguiram ser resolvidos.  

O Detetive Chefe do Condado afirmou na época: 

Quando você tem um caso em que trabalhou diligentemente por anos… e acha que esgotou a maioria de suas pistas, o mecanismo perfeito para se ter é um grupo de pessoas como este.” 

De fato, essa era uma excelente iniciativa para um caso não resolvido como esse. Tempos depois, eles encontraram algumas pessoas que despertavam interesse de serem mais investigadas e foram conduzindo isso...

Em dezembro de 2007, o irmão de Lindy, Michael, entrou em contato com o irmão de outra vítima de assassinato, a professora Christy Mirack, de 25 anos. Ela havia sido estuprada e espancada até a morte na sua própria casa no dia 21 de dezembro de 1992. Vince, irmão de Christy, estava frustrado com o progresso das investigações do caso de sua irmã e concordou em trabalhar com Michael para trazer o caso à tona mais uma vez.

Eles alugaram um outdoor em uma rodovia e colocaram uma imagem de suas duas irmãs assassinadas. O outdoor chamou a atenção de milhares de motoristas e foi parar até nos noticiários locais, mas nenhuma informação extra foi encontrada.

Acontece que no dia 26 de junho de 2018, a polícia acusou um homem chamado Raymond Rowe, que era um DJ local, pelo estupro e assassinato de Christy, depois de uma investigação a partir de seu DNA. Raymond Rowe se declarou culpado, 27 anos após o assassinato.

Embora isso não tenha ajudado diretamente no caso de Lindy, a prisão mostrou como as pesquisas em torno do DNA e dos testes de genealogia ajudaram a solucionar o caso. 

Por conta disso, a Parabon NanoLabs, empresa que fornece serviços de fenotipagem de DNA para organizações policiais, conseguiu criar uma imagem do possível assassino de Lindy, anos depois, por conta das pesquisas do seu DNA achados na cena do crime. Elas mostram o assassino em duas idades diferentes e como ele teria envelhecido ao longo dos anos: uma imagem com 25 e a outra com 65 anos. Provavelmente, seu assassino é um homem branco, sem sardas, olhos castanhos e cabelos escuros. 

Mesmo não tendo notícias muito firmes em relação ao caso, os investigadores continuaram pesquisando os suspeitos que eles tinham em mente.

Corta para 2021. 

E foi aí que, em fevereiro do ano passado, David Sinopoliquando estava se preparando para pegar um voo no Aeroporto Internacional da Filadélfia, resolveu tomar um cafezinho que iria mudar pra sempre a sua vida. Sem que ele percebesse, alguns investigadores estavam seguindo seus passos e recolheram para análise a xícara que ele descartou depois de usar. David e Lindy eram vizinhos, mas os investigadores não sabiam a relação entre eles. Graças a uma pesquisa de comparação de amostra de DNA coletadas na roupa de Lindy na e da saliva na xícara de café que David bebeu no aeroporto, foi descoberto o perfil do DNA do assassino

De acordo com a promotora Adams, que estava à frente do caso, os detetives acreditavam há muito tempo que o suspeito havia se cortado durante o ataque e por isso havia manchas de sangue nas roupas da Lindy. 

Na época, os investigadores entrevistaram cerca de 300 pessoas, lembram disso?  Parece que tudo mudou quando uma análise de DNA feita nas amostras de roupas íntimas da Lindy encontrou sêmen de um homem. Através da análise da amostra de DNA, com a pesquisa de padrões de imigração, foi determinado que o proprietário daquele material genético provavelmente tinha antepassados em uma cidade específica na Itália.

Aí entrou o modo de rastreio: a polícia foi atrás de arquivos de jornais, registros públicos, dentre várias outras documentações e chegou à conclusão de que haviam cerca de 2.300 residentes da área que tinham ancestrais italianos, e viviam no local na época do crime. Foi dessa forma que o perfil de David foi colocado como um dos suspeitos. 

David Sinopoli é acusado de homicídio criminal e está preso sem possibilidade de fiança no condado de Lancaster. Quase 47 anos depois. Eu fico impressionada como a gente vem trazendo casos mais recentes e percebendo como a tecnologia acaba tendo um papel decisivo na resolução desses mistérios.

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