Em 2018, Luana Melo, uma brasileira de 25 anos, parecia estar vivendo um sonho: tinha acabado de se mudar pra um novo apartamento em Buenos Aires, estava construindo sua vida num outro país e começando um novo capítulo. Mas algo aconteceu em 30 de março: a polícia encontrou Luana sem vida em seu quarto.
Nenhum sinal de arrombamento na casa dela. Nenhuma marca visível de violência. Parecia morte natural… até que pequenos detalhes começaram a levantar suspeitas. E o que parecia um caso encerrado, se transformou em uma investigação cheia de reviravoltas e perguntas sem resposta.
Hoje, você vai conhecer um dos casos mais inquietantes envolvendo uma brasileira fora do país – e compreender por que a busca por justiça levou anos.
Luana Cristina Carneiro de Melo nasceu em agosto de 1992 e era a irmã mais velha de um total de 3 irmãos. Ela tinha dois irmãos mais novos… Ela era chamada de Lubs (um apelido carinhoso). Confere uma foto dela aí na tela, se você estiver assistindo este episódio:
LUANA MELO:
Luana cresceu em Jataí, uma cidade de Goiás que fica a 320 quilômetros de Goiânia, capital do Estado. Jataí é conhecida pela produção de leite e de grãos, além de ser a maior produtora de milho do país. Atualmente, sua população é de cerca de 100 mil habitantes.
HORIZONTE DE JATAÍ:
Fonte: https://www.jatai.go.gov.br/
Luana era considerada uma jovem tranquila e inteligente. Ela defendia os direitos das mulheres e era apaixonada por música, principalmente pelo Rock. E ela adorava tocar guitarra. Era um dos hobbies favoritos dela, junto com ler.
LUANA TOCANDO GUITARRA:
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=iNKfarPP164&t=3s
Além disso, Luana também tinha uma paixão por culturas estrangeiras e por idiomas. Além do português, ela sabia falar espanhol, inglês e sueco. Desde jovem, Luana era fascinada por outras culturas. Aprender idiomas, conhecer novos lugares e viver experiências fora do Brasil sempre fizeram parte dos sonhos dela…
E esse desejo de recomeçar longe de casa ficou ainda mais forte depois de passar por alguns relacionamentos complicados, que, segundo a mãe, Rosemary, deixaram marcas emocionais profundas.
Com isso, a vontade de sair de Jataí — cidade onde ela cresceu — deixou de ser apenas um sonho… e virou uma necessidade. Era quase uma busca por liberdade, por autonomia e por um novo começo.
Luana queria se sentir mais livre do que o interior de Goiás proporcionava para ela… Em algum momento não especificado, a Luana conheceu uma brasileira que morava e trabalhava na Argentina. As duas se conheceram por meio de um grupo de fãs de uma banda de Rock na Internet.
Logo, elas viraram amigas e, em 2014 ou 2015, quando Luana tinha cerca de 21 anos, ela resolveu passar férias na casa dessa amiga, na Argentina.
E isso fez com que ela decidisse que era ali que queria recomeçar! Com calma e planejamento, ela transformou desejo em realidade. Em 2015, aos 22 anos, fez as malas e partiu de vez para a capital argentina, pronta para escrever um novo capítulo da sua vida.
Lá, a Luana fez amizade com um grupo de mulheres brasileiras. Como as famílias delas estavam no Brasil e elas estavam sozinhas ali na Argentina, elas criaram uma relação de amizade bem próxima. Elas se ajudavam, saíam juntas… Era uma relação quase de família, pelo que algumas fontes afirmam.
Além disso, ela estudava espanhol e conseguiu emprego como assistente financeira numa multinacional. Ela ainda arranjou um namorado argentino, chamado Lucas.
De acordo com seus amigos, ela estava bem contente com a mudança de país. Agora, Luana se sentia livre e melhor emocionalmente…
Por algum motivo não especificado, em março de 2018, cerca de três anos depois de se mudar de país e quando tinha 25 anos, a Luana decidiu se mudar para um novo apartamento. Sair do lugar que ela estava morando e ir para outro local…
O lugar para onde ela se mudou ficava no segundo andar de um prédio situado no bairro Colegiales, um bairro tranquilo de Buenos Aires.
PRÉDIO ONDE LUANA PASSOU A MORAR EM 2018:
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=HohcMlAO0QQ
A proprietária do prédio era uma mulher chamada Lorena Olivieri.
Logo no andar de cima ao andar que a Luana morava, ou seja, no terceiro andar do prédio, essa Lorena tinha uma espécie de oficina. Ela tinha ali um negócio de vendas de uniformes pela Internet.
E, nessa oficina dela, trabalhava um empregado da Lorena: o Iver Uruchi Condori, um imigrante boliviano de 32 anos. Ele atuava como ajudante de costura na fabricação de algumas peças.
Nessa época da mudança de apartamento, Luana tinha terminado com o namorado dela, o Lucas, depois de algumas desavenças. E isso abalou a Luana emocionalmente.
Além disso, Lorena Olivieri, a dona do apartamento, conta que Lorena não estava bem de saúde: na semana da mudança, Luana estava de licença médica e não tinha ido trabalhar.
Então, a vida da Luana estava com um monte de coisa acontecendo ao mesmo tempo: era a mudança dela que tinha acabado de rolar, término de relacionamento e um problema de saúde, que não foi especificado qual era, mas que era pulmonar. Algum problema respiratório…
Pouco mais de uma semana da Luana ter se mudado, no dia 29 de março de 2018, um feriado, Lorena viajou, deixando Luana sozinha.
E aí, por conta de tudo que estava acontecendo, uma amiga da Luana, a Fernanda Soares, foi lá na casa da Luana à noite para fazer companhia pra amiga e cuidar dela. Fernanda contou que Luana estava melancólica…
Depois de cerca de uma hora e meia, Fernanda foi embora.
Por volta das dez e meia da noite, a Rosemary, mãe da Luana que estava no Brasil, recebeu uma ligação da filha. Elas conversaram um pouco. Aí, desligaram.
Depois disso, de acordo com uma linha do tempo feita pelos amigos da Luana, às 2h da manhã, a jovem logou pela última vez em uma rede social chamada LAST.FM – que é um streaming de música.
Na manhã do dia seguinte, no dia 30 de março, Rosemary tentou ligar pra filha, para saber se a Luana estava se sentindo melhor… Mas o telefone de Luana deu desligado.
Rosemary achou isso bem estranho, porque a filha costumava ficar online no celular o tempo todo.
Além disso, a Fernanda tinha combinado com a Luana na noite anterior de elas se encontrarem em um restaurante. Mas Luana não apareceu…
A princípio, Fernanda achou que a amiga estava muito chateada e doente e talvez ela quisesse ficar sozinha. Mas as horas foram passando e Luana não dava notícias, nem respondia mensagens. Então, Fernanda foi ficando preocupada…
Às três horas da tarde, Fernanda ligou para Rosemary, perguntando se ela tinha notícias de Luana. Como eu disse antes, a mãe também não estava conseguindo falar com a filha.
Então, a Rosemary pediu que Fernanda fosse checar Luana pessoalmente no apartamento. Ela foi lá e tocou a campainha… mas ninguém atendeu.
Então, Fernanda decidiu chamar a polícia. Ela contou que usou os últimos pontinhos de bateria que ela tinha no celular pra chamar as autoridades… Os policiais demoraram.
Quando eles chegaram, eles subiram no terraço do prédio e, através de uma janela, viram Luana deitada na cama. Ele não estava se mexendo…
Então, a polícia deu um jeito de entrar no quarto dela e, por volta de 9h da noite, eles constataram que Luana estava morta…
Ela estava usando o mesmo pijama que a amiga tinha visto ela usar na noite anterior.
Mas o que aconteceu com Luana? O que que aconteceu entre a hora que Fernanda tinha visitado Luana na noite anterior e a hora que os policiais entraram no quarto dela?
A princípio, os detetives não encontraram sinais de violência, nem sinais de arrombamento. As janelas e portas estavam fechadas…
Luana foi levada ao IML e, depois de uma autópsia, foi descoberto que ela tinha doenças cardíacas (que não foram especificadas quais eram) e que Luana, em tese, não sabia que tinha.
Então, levando tudo isso conta (a doença cardíaca que ela tinha, o quarto ter sido encontrado todo fechado e ela estar doente do pulmão), a morte dela foi tratada como natural – possivelmente causada por complicações dos problemas de saúde dela.
Laura Melo, irmã do meio de Luana, foi correndo do Brasil pra Buenos Aires pra recolher as coisas da Luana. No dia 2 de abril, a família notou a falta de objetos importantes dela: como o celular, o computador do trabalho e dinheiro vivo que eles sabiam que a Luana tinha.
Em 5 de abril, foi feito um velório em Buenos Aires pros amigos argentinos dela. Depois disso, o corpo foi levado até Goiás, onde ela foi sepultada, de acordo com a Record, em Goiânia.
A família não estava satisfeita com o desfecho das investigações. Eles não compraram o argumento da polícia argentina de que a morte da Luana tinha sido por causas naturais, principalmente porque alguns objetos da Luana tinham sumido, como eu disse. Então, família e amigos começaram a pressionar as autoridades para dar mais atenção ao caso…
No final das contas, mais análises foram feitas pela polícia. Como apontou o pessoal do Freak TV, essa parte não é muito bem explicada pelas fontes, mas as análises indicaram que a Luana, na verdade, tinha sido agredida antes de morrer. Haviam marcas em seu pescoço e na parte interna nos lábios dela…
O que os policiais entenderam foi que Luana tinha sido asfixiada. Segundo Ricardo Molina, perito entrevistado pela rede Record, quem matou Luana, intencionalmente ou não, tampou a boca e o nariz dela com uma mão, interrompendo a respiração, e, ao mesmo tempo, apertou o pescoço dela com a outra mão.
RICARDO MOLINA:
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=iNKfarPP164
Para ele, o tempo e a pressão que o assassino teria colocado ali na Luana seria muito curto para matar uma pessoa saudável, mas Luana tinha um problema cardíaco e estava doente do pulmão. Então, é possível que esse pouco tempo tenha sido suficiente para matar ela…
Com esses novos detalhes, uma investigação criminal começou, cerca de dois meses depois do assassinato de Luana:
Como ela tinha acabado de terminar um namoro dias antes de falecer, o ex-namorado foi colocado como suspeito. Mas ele foi descartado, porque tinha um álibi: ele provou que estava em outra cidade na noite do crime.
Então, uma nova pista surgiu: as investigações apuraram que o celular de Luana, que tinha sumido, esteve ativo cerca de três meses depois de ela morrer. Ele foi ativado no dia 2 de junho de 2018. O aparelho foi rastreado e encontrado com Amadeus Uruchi Condori. Esse Amadeus é irmão de Iver, o boliviano que trabalhava no andar acima do apartamento de Luana.
Como eu disse antes, Iver trabalhava para Lorena, que era proprietária do apartamento, confeccionando uniformes no andar de cima.
IVER URUCHI CONDORI:
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=iNKfarPP164
Lorena, a dona do apartamento, disse que, no começo das investigações, como a morte da Luana tinha sido tratada como natural, ela nem se deu conta de que deveria ter contado à polícia que, como ela estava viajando na semana da morte de Luana, esse Iver, no dia do crime, tinha acesso às chaves do prédio, para abrir ali a oficina… Ele tinha acesso a várias chaves do prédio inteiro. Inclusive, as chaves que davam acesso ao apartamento de Luana…
Depois que Lorena soube que a morte de Luana tinha sido, na verdade, um crime, ela contou tudo aos investigadores. Ela ainda contou que Iver não tinha demonstrado surpresa quando contou sobre a morte de Luana pra ele, na época.
Além disso, a polícia também descobriu que Iver esteve no prédio na noite do crime, porque ele tinha batido ponto na oficina… Então, a polícia sabia com certeza, pelos registros ali, que ele tinha estado no prédio.
Iver e o irmão dele, Amadeus, passaram por um interrogatório. Iver negou qualquer envolvimento com o caso. Os irmãos disseram que encontraram o celular numa caixa de objetos que seriam jogados fora. Aí, eles pegaram o celular, mas, segundo eles, eles nem sabiam que o aparelho tinha sido de Luana.
A polícia não acreditou muito nisso… Depois, os irmãos escolheram manter o direito de ficarem calados, para não criarem provas contra si mesmos.
Iver foi preso e submetido a um teste de DNA, porque embaixo das unhas de Luana tinha material genético de um homem. Mas os testes indicaram que esse DNA não era de Iver. No final das contas, ele foi liberado…
A promotoria pública de Buenos Aires pediu que Iver fosse investigado por homicídio, mas a juíza que cuidou do caso negou. Um novo pedido foi feito um ano depois e foi negado de novo por falta de provas, porque, segundo as leis argentinas, não basta provar que um crime aconteceu de um jeito… É preciso provar também que o crime não poderia ter acontecido de outro jeito, ligando o acusado diretamente ao crime. A prova tem que ser total…
No final das contas, como os policiais não tinham provas totais, os irmãos Iver e Amadeus responderam por furto e interceptação de objeto furtado apenas.
Lorena demitiu Iver quando soube do possível envolvimento dele no caso…
Entre 2019 e 2021, o caso ficou meio parado, sem avanços. Com a demora da justiça argentina, uma página na Internet foi criada para pressionar as autoridades, lançando a hashtag JUSTIÇA POR LUANA MELO.
Em setembro de 2021, uma nova pista surgiu no caso: um morador anterior do prédio (que preferiu não ser identificado), que tinha morado no mesmo apartamento de Luana, relatou pra veículos jornalísticos que a Luana teria dito a ele, ali nos dias da mudança, que ela tinha visto Iver espionando ela pela janela do banheiro enquanto ela tomava banho.
E, um mês depois disso, em outubro de 2021, o processo teve um avanço significativo: Iver foi considerado suspeito do crime, oficialmente.
Enquanto Iver esperava seu julgamento, as investigações continuaram e a polícia encontrou rastros não especificados de que Iver tinha, sim, entrado no apartamento de Luana.
O que a polícia entendeu com os novos desdobramentos é que Iver teria invadido o apartamento da Luana com as chaves que ele tinha entre 13h e 14h do dia 30 de março de 2018 para roubar Luana.
Gente, particularmente, eu acho que tem um erro aqui. A polícia disse que Iver entrou no apartamento por volta das 13 ou 14 horas, mas a Luana já não estava respondendo a mãe, nem a amiga Fernanda desde mais cedo, desde pelo menos 10 horas da manhã. Não sei se foi um erro na hora de traduzir do espanhol pro português ou se foi um erro na investigação.
Iver roubou o iPhone, o notebook de trabalho da Luana, uma mochila, 50 dólares e 900 pesos argentinos.
Segundo os investigadores, ele matou Luana pra que ela não identificasse ele pra polícia mais tarde. Depois de matar ela, Iver arrumou o local, saiu e trancou a porta.
Em 25 de dezembro de 2022, Iver foi condenado à prisão perpétua por ter matado Luana e por roubar as coisas dela. Ele foi preso e está até hoje, em 2025, no Complexo Penitenciário Federal II Marcos Paz, em Buenos Aires.
A mãe de Luana, Rosemary, emocionada, compartilhou com veículos de comunicação que sua filha foi uma defensora incansável dos direitos das mulheres. Ela disse que a condenação de Iver representa a continuidade dessa luta que a Luana tanto acreditava. Embora nada possa reparar a perda da filha, ela expressou alívio ao saber que Iver está atrás das grades e que não poderá vitimar outras mulheres.
Gente, o caso da Luana é um caso muito triste que revela uma realidade sobre a violência contra mulheres: casos assim, infelizmente, acontecem o tempo todo…
Só em 2024, foram registrados mais de 250 feminicídios na Argentina. A maioria aconteceu dentro de casa e, em praticamente todos os casos, a vítima já tinha algum tipo de relação com o agressor.
Em 2025, o Ministro da Justiça argentina anunciou que o governo pretende tirar o feminicídio do Código Penal. Ou seja, eles pretendem fazer com que o feminicídio deixe de ser crime… Eu não estou aqui pra fazer uma análise política, gente, só pra contar os fatos como eles são: enquanto o papo do feminicídio deixar de ser crime está acontecendo, várias mulheres são mortas todos os dias…
Essa discussão expõe falhas na justiça argentina no combate à violência contra a mulher, como aconteceu no caso Emily Rodrigues, por exemplo. A decisão de retirar o feminicídio do Código Penal não é apenas um retrocesso — é um sinal de que, para muitas mulheres, o mundo continua um lugar perigoso.
Sobre o caso Emily Rodrigues, tem dois episódios aqui no Casos Reais. Se você quiser se aprofundar, eu recomendo você ouvir! Eu entrevistei o pai da Emily, então o episódio está cheio de detalhes. É só procurar na página do Casos Reais no YouTube ou no Spotify, que você encontra rapidamente.
Mas, como eu disse, o caso da Luana e da Emily são dois, dentro de vários. Teve o caso também de uma pianista brasileira, Edi, que desapareceu em 1997 na Argentina.
Só que, em 2012, 15 anos depois, seu corpo foi encontrado “enterrado” no chão de um apartamento em Buenos Aires.
A descoberta do corpo aconteceu quando estavam sendo feitas reformas no apartamento. Na época, a polícia suspeitava que o marido argentino talvez tenha sido o responsável pelo crime; mas, ele faleceu em 2000 devido a problemas de saúde.
ROTEIRISTA: Lucas Andries
FONTES:
- https://www.mulheresnacomunicacao.com/noticias/justica-por-luana-carneiro-de-melo/
- https://www.maisgoias.com.br/mundo/homem-e-condenado-a-prisao-perpetua-pelo-assassinato-de-estudante-brasileira-na-argentina/
- https://www.youtube.com/watch?v=iNKfarPP164
- https://www.youtube.com/watch?v=PsWsAj2Vvi0&ab_channel=DomingoEspetacular
- https://www.youtube.com/watch?v=ujHTa9SahwE&ab_channel=FreakTV
- https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/governo-da-argentina-diz-que-vai-eliminar-feminicidio-do-codigo-penal/#goog_rewarded
- https://g1.globo.com/mundo/noticia/2024/11/14/argentina-e-o-unico-pais-a-votar-contra-resolucao-pelo-fim-da-violencia-contra-mulheres-e-meninas-na-onu.ghtml
- https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2022/12/sinal-de-celular-ajudou-a-revelar-identidade-de-assassino-de-brasileira-morta-em-2018-na-argentina.ghtml
- https://globoplay.globo.com/v/2309361/
- https://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/04/corpo-de-pianista-brasileira-sumida-em-1997-e-achado-na-argentina.html
- https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2022/12/homem-e-condenado-a-prisao-perpetua-pelo-assassinato-de-estudante-brasileira-na-argentina.ghtml
- https://www.jatai.go.gov.br/
- https://www.instagram.com/p/CUpsgvaL2_J/?hl=am-et
- https://www.otempo.com.br/brasil/estudante-brasileira-morre-na-argentina-1.531380
- https://www.instagram.com/p/CUs5ElerSl1/?hl=am-et&img_index=1













