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ABERTURA

Dan Markel parecia ser o tipo de pessoa que jamais estaria no centro de um crime brutal. Ele era professor universitário, escritor respeitado, comentarista de rádio… Um acadêmico brilhante, dedicado aos estudos, à carreira e aos dois filhos pequenos.

Mas, numa manhã comum de julho de 2014, tudo isso foi interrompido de forma chocante. Em plena luz do dia, dentro da garagem da própria casa, Dan foi surpreendido… e baleado.

Quem iria querer matar um professor tão querido? Um aluno descontente?
Um leitor indignado com algum texto? Ou a verdade estava muito mais perto — tão perto, que poucos acreditariam se não fosse real?

A pergunta que ficou foi: quem matou Dan Markel… e por quê?

CASO

O nome dele era Daniel Eric Markel. Mas, ao longo desse episódio, a gente vai chamar ele do jeito que os amigos costumavam chamar – Dan.

Dan nasceu no dia 9 de outubro de 1972, em Montreal - que é uma cidade do Canadá que tem como língua oficial o francês e tem uma população de aproximadamente 2 milhões de habitantes.

DANIEL ERIC MARKEL:

Fonte: https://people.com/where-is-wendi-adelson-now-11679401 

Ainda criança, Dan se mudou com a família para Toronto, também no Canadá. E é em Toronto que ele realmente cresceu — tanto como pessoa quanto como estudante. Dan era aquele tipo de jovem brilhante, com uma curiosidade quase inesgotável. Tudo virava aprendizado, tudo despertava interesse.

A trajetória acadêmica do Dan só reforça o quanto ele era brilhante. Ele começou estudando em Harvard, onde se formou em Ciências Políticas. Depois, ampliou ainda mais o repertório intelectual: atravessou o Atlântico e fez um mestrado em teoria política na Universidade de Cambridge, na Inglaterra — além de ter passado também pela Hebrew University of Jerusalem, onde continuou seus estudos.

Quando retornou aos Estados Unidos, o Dan voltou para Harvard, dessa vez para cursar Direito na Harvard Law School.

Com esse currículo impressionante, ele conquistou uma posição como professor no College of Law da Florida State University — a famosa FSU — onde se tornou uma figura importante na área jurídica. Além da vida acadêmica, Dan também escrevia para grandes veículos, como The Atlantic e The New York Times, e participava frequentemente de discussões públicas sobre temas legais e de justiça criminal.

A carreira dele estava em plena ascensão.

Enquanto morava em Washington, capital dos EUA, no final dos anos 2000 mais ou menos, Dan conheceu Wendi Adelson num aplicativo de namoro voltado para a comunidade judaica – o JDate.

WENDI ADELSON:

Fonte: https://people.com/where-is-wendi-adelson-now-11679401 

A Wendi também tinha um perfil impressionante:

Ela cresceu em Coral Springs, uma cidade ensolarada na Flórida com 140 mil habitantes, e se formou na Brandeis University. Depois disso, também foi fazer um mestrado na Inglaterra, estudando relações internacionais em Cambridge. Por fim, Wendi voltou pros EUA, onde se formou em Direito pela Universidade de Miami.

Ela se tornou advogada, professora e passou a atuar em causas ligadas à infância. Como vocês podem ver, Dan e Wendi eram pessoas cultas, inteligentes e com carreiras promissoras.

Eles se apaixonaram e começaram a namorar… Em 2006, eles se casaram e não demorou muito até construírem uma família: eles tiveram dois filhos, Benjamin e Lincoln.

DAN E WENDI:

Fonte: https://people.com/where-is-wendi-adelson-now-11679401 

Só que a relação, começou a apresentar sinais de desgaste. Em 2012, apenas seis anos depois do casamento, eles decidiram se separar.

Ou melhor, parece que a Wendi decidiu se separar:

Dan tinha acabado de voltar de uma viagem de trabalho. Estava exausto, querendo chegar em casa e só descansar… Mas, quando chegou em casa, ele foi surpreendido por um silêncio estranho. 

Os filhos não estavam em casa, nem a esposa. Ele encontrou a casa vazia. Parte dos móveis e objetos pessoais tinham sumido. E, em cima da cama, estavam os papéis do processo de divórcio.

O que as fontes dão a entender é que o Dan sabia que as coisas não iam bem e que eles iam se separar, mas não sabia que ia ser desse jeito – meio que do nada.

E esse foi o começo de uma disputa que, aos poucos, ia se tornar cada vez mais complexa… e perigosa.

A separação aconteceu oficialmente no meio de 2013. Mas a assinatura do papel de divórcio não significou o fim dos conflitos:

Logo depois do fim do divórcio, a Wendi decidiu que queria se mudar com os dois filhos para o sul da Flórida… Ela queria ficar mais perto da própria família, que administrava uma clínica de odontologia. 

Só que o juiz não autorizou. Nessa época, Dan morava em Tallahassee, na Flórida, e a decisão da justiça foi que as crianças (que tinham menos de cinco anos) não poderiam ser levados pra tão longe do pai.

Em 2014, Dan entrou com novas ações judiciais contra a ex-esposa:

Entre as acusações, o Dan afirmava que Wendi teria omitido informações financeiras importantes no processo de divórcio e também que ela teria levado, sem autorização, um anel de dois quilates que pertencia à tia-avó dele.

Além disso, Dan também entrou com um pedido na Justiça pra que a mãe de Wendi, Donna Adelson, fosse proibida de ficar sozinha com as crianças.

DONNA ADELSON:

Fonte: https://news.wfsu.org/wfsu-local-news/2025-09-04/donna-adelson-will-know-her-fate-soon-in-a-high-profile-tallahassee-murder-trial 

Segundo Dan, os próprios filhos teriam repetido falas preocupantes que a avó teria dito. Coisas como: a Donna dizia que o pai era “estúpido”, que ele queria tirar “o sol da vida dela” e que ela odiava o Dan… 

Pra ele, parece que isso ultrapassava limites. E talvez até se preocupasse que a família da ex-esposa estivesse tentando fazer a cabeça dos garotos contra o pai.

Mas a audiência sobre esse assunto nunca chegou a acontecer:

Numa manhã comum de sexta-feira, dia 18 de julho de 2014, por volta das 11 horas da manhã, Dan voltava pra casa, dirigindo tranquilamente pelas ruas do bairro onde morava, em Tallahassee. Ele entrou com o veículo na garagem… 

CASA DE DAN MARKEL:

Fonte: https://www.cbc.ca/news/canada/toronto/dan-markel-toronto-born-law-prof-dead-after-shot-in-florida-home-1.2713012 

Foi quando ele recebeu uma ligação. Durante a conversa, Dan comentou algo estranho com a pessoa do outro lado da linha: ele disse que tinha alguém parado perto da sua casa. Um homem que ele não reconhecia. 

Então, pelo telefone, a pessoa escutou dois tiros!

…e Dan parou de responder.

Uma matéria da ABC News descreve que o vizinho do Dan também ouviu os barulhos de tiro. O vizinho saiu da casa dele e, intrigado, ele foi dar uma olhada perto da casa do Dan.

Então, ele viu o carro de Dan ligado, o vidro da janela do lado do motorista estilhaçado… e Dan, dentro do carro, coberto de sangue. O vizinho correu de volta para casa e chamou a emergência.

Dan foi levado às pressas pra um hospital da região. Os médicos tentaram de tudo, mas Dan tinha dois ferimentos de bala na cabeça. O estado dele era gravíssimo.

Naquela mesma tarde, os policiais encontraram a Wendi num restaurante, almoçando com algumas amigas. 

Sem entender direito o que estava rolando, ela foi levada até a delegacia.

Lá, ela recebeu a notícia do que tinha acontecido com Dan e desabou em lágrimas. Ela disse que não conseguia acreditar no que tinha acontecido e que não fazia sentido nenhum. Também contou que estava com medo – e que tinha receio de que a pessoa que atirou em Dan pudesse tentar fazer algum mal contra os filhos dela.

Segundo Wendi, os investigadores interrogaram ela por mais de 5 horas. E ela colaborou:

Ela falou sobre o divórcio, entregou o celular, deixou que coletassem suas digitais e permitiu ser fotografada. Ela não foi presa.

Mas algo chamou a atenção: de dentro da delegacia, ela fez uma ligação para a mãe, Donna, para dar a notícia do que tinha acontecido. Assim que as duas desligaram, Wendi disse que estava aliviada porque a mãe tinha se mostrado surpresa com a notícia. 

Como assim? Wendi achava que a mãe não ia ficar surpresa, como se ela já soubesse o que tinha acontecido? Por quê Wendi achava isso?

Na hora, Wendi ainda falou que os pais guardavam raiva suficiente de Dan para desejar o mal dele.

Era um comentário esquisito, mas foi só um comentário e passou batido.

No hospital, cerca de quinze horas depois de ser atacado, Dan não resistiu e morreu. Ele tinha 41 anos… 

Logo no início da investigação, os policiais descartaram a hipótese de um assalto seguido de morte. Não tinha sinais de arrombamento na casa de Dan. 

Para os investigadores, ficou claro rapidamente: aquilo não tinha sido um crime aleatório. Alguém queria Dan morto. Mas quem? E por quê?

Como ele era um acadêmico respeitado e tinha um blog em que escrevia textos polêmicos, a polícia chegou a considerar a possibilidade de algum aluno descontente — ou até um leitor irritado — estar por trás do crime.

Então, no dia 21 de julho de 2014, três dias depois de interrogarem a Wendi, os policiais chamaram outra pessoa importante para prestar depoimento: Jeffrey Lacasse – professor na mesma universidade que o Dan dava aula e ex-namorado da Wendi.

De acordo com a ABC News, quando a polícia investigou o álibi de Jeffrey Lacasse, descobriu que ele estava a centenas de quilômetros de distância da cena do crime no momento em que tudo aconteceu. Então, ele logo foi descartado como possível suspeito. 

Porém, ao longo de 3 depoimentos, Jeffrey compartilhou as suas próprias teorias sobre o assassinato… e elas envolviam a família da Wendi.

JEFFREY LACASSE SENDO INTERROGADO:

Fonte: https://abcnews.go.com/US/accused-hit-men-fbi-sting-custody-battle-unraveling/story?id=66164490 

De acordo com Jeffrey, os pais de Wendi e o irmão mais novo dela, Charlie Adelson, nutriam um ódio quase obsessivo pelo Dan… Ele ainda comentou que não podia afirmar que Charlie estava envolvido, mas acreditava que seria um erro não investigar ele.

Durante o depoimento, Jeffrey contou ainda que, em 2013, Wendi teria dito pra ele que o Charlie tinha chegado a cogitar mandar matar Dan. Charlie teria falado até no valor do crime — algo em torno de 15 mil dólares. O que hoje daria uns 80 mil reais.

Quando a polícia confrontou Wendi com essa informação, ela respondeu que o irmão tinha, na verdade, um humor de gosto duvidoso:

Ela contou um episódio quando Charlie deu um presente pra ela depois do divórcio, uma televisão. O Charlie teria brincado que tinha pesquisado quanto custaria ele contratar um assassino de aluguel… Só que que, como a televisão era bem mais barata, ele preferiu comprar o eletrodoméstico.

Piada, no mínimo, bizarra, né?! 

Mas, enfim, parece que ficou por isso mesmo… 

CHARLIE ADELSON:

Fonte: https://edition.cnn.com/2025/08/21/us/donna-adelson-murder-trial-dan-markel 

Nesse momento, a polícia ainda tinha pouca coisa em mãos. Só que uma pista importante veio do vizinho do Dan, que tinha ligado para emergência na hora do crime:

Esse vizinho contou que, depois dos disparos, tinha visto um carro de cor clara, parecido com um Toyota Prius, saindo de ré da garagem do Dan e acelerando pela rua.

Então, a polícia foi investigar e conseguiu acesso a imagens captadas por câmeras de monitoramento de um ônibus e de cruzamentos da cidade.

E, nas gravações, aparecia um Toyota Prius

Os policiais acreditavam que esse carro das filmagens podia ser o mesmo veículo que tinha sido visto saindo da casa de Dan logo após o crime.

TOYOTA PRIUS:

Fonte: https://abcnews.go.com/US/accused-hit-men-fbi-sting-custody-battle-unraveling/story?id=66164490 

Segundo a ABC News, o vídeo não revelava muita coisa: não dava pra ver o rosto de quem dirigia, nem era possível identificar a placa. 

Mas um detalhe chamou a atenção dos policiais: no para-brisa, dava pra ver um transponder de pedágio — que é um dispositivo eletrônico que fica no carro e que paga os pedágios automaticamente nas estradas.

A polícia então fez uma busca, procurando um carro com essa descrição. 

A investigação chegou até uma locadora de veículos em Miami. Um lugar especializado em alugar carros híbridos. 

E foi aí que surgiu um nome na investigação: o contrato de aluguel de um dos Toyota Prius estava no nome de Luis Rivera.

Segundo a polícia, Luis Rivera era um velho conhecido das autoridades. Ele supostamente seria líder de uma célula de uma gangue latina que atuava no norte de Miami.

Você pode conferir uma foto dele agora na tela:

LUIS RIVERA:

Fonte: https://abcnews.go.com/US/accused-hit-men-fbi-sting-custody-battle-unraveling/story?id=66164490 

Além do nome do Luis, também tinha um número de telefone no contrato. E, do lado desse número, estava escrito uma palavra: “brother”— que quer dizer “irmão”, em português.

A polícia descobriu que esse “brother” (entre aspas) era o Sigfredo Garcia, também conhecido como Tuto. 

Ele já tinha um histórico extenso com a polícia: mais de vinte ocorrências registradas. 

Sigfredo e Luis moravam em Miami. E eles se conheciam desde a infância… 

Vou deixar uma foto dele agora na tela também:

SIGFREDO GARCIA:

Fonte: https://abcnews.go.com/US/accused-hit-men-fbi-sting-custody-battle-unraveling/story?id=66164490 

Mas o que fez as peças se encaixarem de fato foi uma análise de dados de celular feita pela polícia. Com base em informações de GPS, os policiais conseguiram confirmar que Luis e Sigfredo estavam perto da casa de Dan Markel na hora do assassinato.

E foi assim que, em maio de 2016 — dois anos depois do crime — a polícia deu um passo decisivo: Luis e Sigfredo foram acusados de homicídio. E os dois poderiam enfrentar pena de morte, caso fossem condenados.

Diante da Justiça, eles se declararam inocentes.

Só que, apesar desse avanço no caso, ainda faltava responder a pergunta mais importante: por quê?

As fontes questionam: por que esses dois homens sairiam da casa deles, viajariam 800 quilômetros até Tallahassee, só pra matar Dan?

Bem, se não tinha nada que ligasse eles diretamente a Dan, talvez tivesse alguma coisa que ligasse eles indiretamente. Certo?

Foi então que surgiu o nome de uma terceira pessoa: Katie Magbanua.

KATIE MAGBANUA:

Fonte: https://abcnews.go.com/US/accused-hit-men-fbi-sting-custody-battle-unraveling/story?id=66164490 

Katie tinha filhos com o Sigfredo. Mas esse não foi o único relacionamento dela na vida:

Entre 2013 e o início de 2015 — um período que coincide com o assassinato de Dan — Katie tinha namorado com… Charlie Adelson, o irmão da Wendi que odiava o Dan.

E isso fazia todo sentido com a suspeita que a polícia recebeu lá atrás de que o Charlie poderia estar envolvido. Lembra?

Além disso, a polícia descobriu que a Katie vinha recebendo pagamentos de uma clínica de dentistas. O nome da clínica? Adelson Institute. Ou seja, era o consultório odontológico da família da Wendi.

E os cheques vinham assinados por Donna – a mãe dela.

E tem mais: quando os policiais pegaram documentos internos da clínica pra analisar, eles não encontraram nenhum registro formal de que a Katie tivesse cargo, função ou carga horária dentro da empresa.

Ou seja, ela recebia, mas oficialmente, não trabalhava lá.

Assim, os policiais foram compreendendo aos poucos que o crime poderia ter sido, na verdade, uma morte encomendada pelos Adelson – motivada por ressentimento e interesses familiares.

Apesar disso, advogados da família Adelson foram categóricos: disseram que nenhum membro da família teve qualquer envolvimento com a morte de Dan.

Enquanto isso, em outra frente da investigação, um nome já conhecido da polícia se tornava, de novo, peça central no quebra-cabeça: Luis Rivera.

O Luis já estava preso por outro crime quando o Ministério Público fez uma proposta: se ele colaborasse e contasse o que sabia sobre o assassinato de Dan, ele poderia evitar uma pena de morte.

Em outubro de 2016, ele aceitou o acordo.

Então, os detalhes do caso vieram à tona:

No depoimento, ele disse que tudo começou quando seu amigo, Sigfredo, apareceu com uma proposta: Sigfredo falou que tinha sido chamado para matar um homem, mas ele não queria fazer isso sozinho. Por isso, ofereceu a Luis 35 mil dólares para dirigir nesse trabalho.

Quando Luis perguntou quem estava contratando ele, Sigfredo relatou que Katie estava intermediando tudo e que "uma senhora" seria a mandante. A mulher supostamente queria umas crianças de volta. E, pra isso, Dan teria  que sair do caminho.

Então, eles colocaram o plano em prática. Os dois foram até Tallahassee. Lá, passaram alguns dias seguindo os passos de Dan (provavelmente pra entender a rotina dele, descobrir seus horários, saber onde ele morava…).

No dia do crime, os dois estavam seguindo Dan de carro. Aí, quando o Dan chegou em casa e entrou na garagem com o veículo dele, o Sigfredo saiu do Toyota Prius e se aproximou. A arma na mão.

Naquele momento, Dan ainda estava dentro do carro, falando no telefone.

Sigfredo atirou 2 vezes.

Então, voltou correndo pro carro e Luis arrancou. Eles fugiram pela estrada como se nada tivesse acontecido.

A partir do depoimento de Luis, a polícia encaixou todas as peças: 

Charlie teria contratado Sigfredo pra matar o Dan. Sigfredo teria chamado Luis para ajudar ele. E quem tinha intermediado tudo era a Katie… No final das contas, o Sigfredo puxou o gatilho e Luis foi o motorista.

E a motivação teria sido uma tentativa da família Adelson de trazer Wendi e as crianças pra morar perto deles. Só que, como a gente sabe, tinha um obstáculo no caminho: aquela decisão da justiça de que as crianças não poderiam ir para muito longe do pai. 

Além disso, também estava acontecendo um processo para que a Donna não ficasse sozinha com as crianças.

A justiça demorou quase uma década… mas chegou.

No final de 2023, a justiça entendeu que o Charlie tinha planejado o crime e ele foi condenado por homicídio, conspiração e por ter instigado outras pessoas a cometerem o assassinato. 

A sentença? Prisão perpétua, mais 60 anos adicionais pelas acusações de conspiração e instigação.

A Katie, por sua vez, enfrentou o tribunal em 2022. E ela recebeu a mesma sentença que Charlie: prisão perpétua mais 60 anos.

Além disso, Sigfredo, o homem acusado de apertar o gatilho, pegou prisão perpétua, com acréscimo de 30 anos por conspirar para matar Dan.

Quem teve a pena mais branda foi o Luis Rivera — o único que colaborou com a Justiça. 

Por ter aceitado contar tudo o que sabia, ele foi condenado por homicídio e cumpre pena de 19 anos em um presídio no Arizona.

Agora, sobre Wendi:

Depois da morte de Dan, ela se mudou para o sul da Flórida com os filhos.

Ela decidiu trocar o sobrenome das crianças pra Adelson, justificando que era uma forma de proteger eles da exposição da imprensa. E ela acabou rompendo ainda mais os laços com a família do Dan. Os pais dele, avós das crianças, foram impedidos de ver os netos.

Parece que, atualmente, em 2025, ela continua morando na Flórida com os filhos. 

Ela sempre afirmou não ter qualquer envolvimento na morte do Dan. E não foi acusada de nada pelas autoridades.

Mas os desdobramentos não pararam por aí… E a Donna?

A polícia já suspeitava dela. E, em 2023, a Donna também foi presa. 

A prisão aconteceu no Aeroporto de Miami, minutos antes dela embarcar num voo. O destino? Vietnã — um país que, curiosamente, não tem acordo de extradição com os Estados Unidos.

Ou seja, se ela fosse condenada nos EUA, o Vietnã não ia colocar ela num voo de volta pros EUA pra pagar a sentença. Era uma fuga, né… 

Segundo o mandado de prisão, Donna tinha conseguido o visto de forma apressada, logo depois da condenação de Charlie.

Depois disso, Donna foi julgada e, recentemente, em setembro de 2025, ela também foi condenada pela morte de Dan.

Quando o veredito foi anunciado, a reação dela foi imediata: Donna soltou um “oh!” e começou a tremer, chorando diante de todo mundo.

Segundo o Ministério Público da Flórida, ela teria planejado tudo junto com o Charlie. E organizado o esquema por meio do filho. 

Durante o julgamento, os promotores descreveram ela como uma mulher calculista e obcecada por controle – com dinheiro, influência e acesso a tudo que precisava para tirar Dan do caminho.

Entre as provas, estava o fato de que, na noite do crime, em julho de 2014, registros de mensagens provaram que ela tinha mandado um recado pro filho dizendo que estava “na porta da casa dele”. 

Pouco depois disso, Katie teria ido a casa de Charlie buscar o dinheiro que seria dividido entre Katie, Luis e Sigfredo.

E, segundo os registros do tribunal, naquela mesma noite Charlie teria dito para Katie que quem tinha deixado o dinheiro ali tinham sido os próprios pais dele.

O pai de Wendi e marido de Donna nunca foi acusado de nada.

Assim como Charlie, Donna foi acusada de homicídio, conspiração e por ter instigado outras pessoas a cometerem o assassinato. 

A defesa, por sua vez, disse que a acusação não tinha provas suficientes.

Depois do veredito, quem tomou a palavra foi Ruth Markel, mãe de Dan. A voz dela carregava um peso enorme de dor e saudade.

Ela disse que a família tinha perdido um tesouro… Que a vida do filho, Dan, tinha sido interrompida de forma brutal. E ela desabafou que, durante os últimos 11 anos, eles foram obrigados a conviver com uma rotina marcada pelo sofrimento da perda.

A sentença final da Donna ainda não foi anunciada. O juiz afirmou que isso vai acontecer logo. Por enquanto, está marcada uma audiência para o dia 14 de outubro de 2025.

ROTEIRISTA:  Lucas Andries

FONTES:  

ROTEIRO – TIKTOK / INSTAGRAM

E se eu te contasse que, em 2014, um professor universitário respeitado foi morto dentro da garagem da própria casa… E que os suspeitos não eram criminosos aleatórios? 

Quem teria matado Dan Markel?

O Dan era um acadêmico renomado de 41 anos que dava aulas na Flórida, nos EUA. 

Ele tinha acabado de passar por um divórcio conturbado com a esposa, Wendi Adelson. E, depois da separação, Wendi queria se mudar pra mais perto dos pais dela e levar os filhos junto. Mas ela não conseguiu fazer isso, porque a justiça não deixou os filhos ficarem longe do pai.

Na manhã do dia 18 de julho de 2014, o Dan entrou de carro na garagem da casa dele, falando no telefone… Quando, de repente, dois tiros!

O vizinho ouviu os disparos, correu até lá e encontrou Dan dentro do carro, gravemente ferido. O vidro do motorista estava todo estilhaçado… Poucas horas depois, Dan não resistiu.

A polícia logo descartou a hipótese de assalto: a casa não tinha sinais de arrombamento, nem nada roubado. O crime parecia uma execução. Algo planejado.

Então, começaram a surgir as pistas: um carro suspeito, um Toyota Prius, tinha sido visto fugindo da cena do crime. Os policiais rastrearam o carro e aí descobriram que ele tinha sido alugado por dois homens de Miami no dia em que tudo aconteceu: Luis Rivera e Sigfredo Garcia.

Mas tinha um detalhe que não fazia sentido: o Dan não conhecia nenhum dos dois… Por que Luis e Sigfredo viajaram 800 quilômetros de Miami até a cidade onde o Dan morava só pra matar ele?

Quer entender todos os detalhes sobre como todo esse caso se conecta? O episódio completo sobre o assassinato do Dan está disponível no Spotify e YouTube. Procura lá: Caso Reais.

Vamos voltar pro caso:

Continuando as investigações, os policiais descobriram que esse Sigfredo tinha dois filhos com uma mulher chamada Katie Magbanua. E essa Katie já tinha namorado o… Charlie Adelson,  irmão da ex-esposa de Dan. 

Com medo de pegar uma pena de morte, Luis fez um acordo e confessou tudo: Dan foi morto sob encomenda de membros da família Adelson. Além de odiarem o Dan, Donna (mãe de Wendi) e Charlie (irmão dela) queriam tirar Dan do caminho pra facilitar a mudança de Wendi pra mais perto da família.

Esse pessoal demorou anos pra ser julgado, mas a justiça chegou: Charlie, Katie e Sigfredo foram condenados à prisão perpétua. Luis, por ter contado tudo o que sabia pra polícia, pegou uma pena menor – 19 anos.

Recentemente, em setembro de 2025, Donna – mãe da Wendi – também foi condenada pelo crime. Mas a sentença ainda não saiu, pois o processo ainda está rolando na justiça;

Um caso que começou como uma separação turbulenta e terminou num crime brutal…  

Você conhecia essa história? Me conta aqui nos comentários!

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