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ROTEIRISTA:  Lucas Andries

Tem casos que parecem um quebra-cabeça com peças faltando. E o do Adalberto é um desses. Empresário, tricampeão de kart, apaixonado por velocidade… Em maio de 2025, ele foi a um evento de motos em Interlagos, em São Paulo — e nunca mais voltou pra casa.

Dias depois, o corpo dele foi encontrado dentro de um buraco, em uma área de obras do autódromo. Sem calça. Sem tênis. Com sinais de sufocamento e terra nas vias respiratórias.

Muita coisa estranha. Poucas respostas. Só que, agora, tudo pode mudar.

Uma testemunha-chave, até então calada por medo, resolveu falar. Procurou a polícia, acompanhada de um advogado, e disse algo bombástico: ela viu o que aconteceu com Adalberto. E mais — apontou três seguranças do evento como os autores do crime.

Se isso se confirmar, não é só um avanço na investigação. É uma reviravolta que pode tirar esse caso da escuridão.

CASO

Adalberto Amarílio dos Santos Júnior tinha 36 anos. Ele era empresário e administrava uma rede de óticas chamada Óticas Ângela, com unidades na Grande São Paulo, nas cidades de Barueri e Osasco. A informação é do jornal Metrópoles.

ADALBERTO AMARÍLIO DOS SANTOS JÚNIOR:

Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/06/04/quem-era-o-empresario-encontrado-morto-em-buraco-de-obra-no-autodromo-de-interlagos.ghtml 

Além disso, Adalberto também era optometrista — ou seja, um profissional que faz a avaliação da saúde da visão das pessoas e que pode prescrever óculos e lentes de contato.

Mas ele não era só do trabalho, não! Quem conhecia o Adalberto dizia que ele era um cara que estava sempre sorrindo e que espalhava alegria por onde passava. 

Além disso, ele também era apaixonado por velocidade… Tanto é que ele era tricampeão paulista de kart!

Ou seja, além de cuidar da visão das pessoas, Adalberto também gostava de acelerar nas pistas… Tudo indica que esse universo dos veículos e da velocidade fazia parte da vida dele de um jeito muito forte.

Adalberto era casado com a farmacêutica Fernanda Dândalo, de 34 anos. Os dois estavam juntos há 8 anos e, segundo algumas fontes, o casal fazia planos para ter filhos.

Nas redes sociais, Fernanda chegou a publicar fotos dos dois em viagens internacionais, como em Paris e em Roma. Eles pareciam viver momentos felizes, aproveitando a vida juntos.

ADALBERTO E A ESPOSA, FERNANDA:

Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/06/12/empresario-morto-no-autodromo-de-sp-parou-carro-em-area-fechada-ao-publico-hipotese-e-que-ele-nao-queria-pagar-estacionamento.ghtml 

Adalberto também era apaixonado por motos – um hobby que ele dividia com a esposa. De acordo com o Metrópoles, em uma publicação que eles fizeram juntos nas redes sociais, Fernanda aparece ao lado dele, em frente a uma moto. A legenda? “Motoqueiros selvagens.”

Mas, além desse lado mais descontraído, de aventuras sobre rodas, o que chamou atenção de algumas pessoas foi o patrimônio do Adalberto:

De acordo com informações da Gazeta de São Paulo, ele tinha vários bens no nome dele: apartamento, casa, carros de luxo e uma empresa. 

Eles tinham cerca de 1 milhão de reais na conta e o casal também investia em imóveis: eles tinham um apartamento em Cotia, na Grande São Paulo, que gerava renda com aluguel. E eles moravam em uma outra casa, em Aldeia da Serra — avaliada em 2,5 milhões de reais.

Além disso, ele tinha veículos de alto valor, como um Volkswagen Virtus, uma SUV HR-V e uma moto BMW GS850.

Segundo a esposa, ele não tinha dívidas. E, até onde se sabe, também não tinha inimigos.

Em 30 de maio de 2025, o Autódromo de Interlagos, em São Paulo, estava movimentado. Ali é onde acontece a Fórmula 1 e vários eventos ligados ao universo da velocidade… E estava rolando ali um evento sobre o universo das motos. A expectativa era de um público bem grande: cerca de 200 mil pessoas, segundo a CNN. E ia ter exposições, museu, corridas, shows… Um evento completo!

AUTÓDROMO DE INTERLAGOS:

Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/06/17/segurancas-do-autodromo-de-interlagos-na-zona-sul-de-sp-sao-acusados-de-espancar-catador-de-latinhas-ate-a-morte.ghtml 

O que a gente entende sobre o caso é que esse era um tipo de ambiente que o Adalberto gostava de estar! Aquilo ali parecia ser a paixão dele… 

Então, o Adalberto foi nesse evento!

Naquele dia, 30 de maio, aproximadamente 200 seguranças trabalhavam ali no Autódromo de Interlagos. Ou seja, era um evento bem grande, com estrutura considerável… E câmeras de segurança registraram o momento em que o Adalberto chegou, por volta das 12h ou 12h30.

Ele estava de boné, camiseta preta, calça jeans e tênis:

ADALBERTO EM INTERLAGOS:

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=_zRsMLj4cvQ 

Quando chegou em Interlagos, Adalberto estacionou o carro em uma área fechada ao público, perto do kartódromo – que é uma pista que fica ali dentro de Interlagos mesmo, mas diferente do autódromo.

Ou seja, tem o autódromo – que é uma pista pra competições de carro e moto – e tem o kartódromo – que é uma pista pra competição de kart. Ele estacionou perto do kartódromo… Segundo apurações da TV Globo, com base em informações da polícia e da organização do evento, essa não era uma área permitida pro público.

Uma hipótese da polícia, segundo matéria publicada pelo G1 no dia 12 de junho, é a de que o Adalberto teria parado ali de forma irregular pra evitar pagar o estacionamento oficial do evento. Como ele já conhecia o local — até por ser piloto de kart — ele devia saber onde parar sem pagar… 

Naquele dia, ele estava acompanhado de um amigo: o Rafael Aliste.

Esse Rafael, segundo o G1, contou às autoridades que passou o dia com o Adalberto, curtindo o evento normalmente. Os dois chegaram a participar de algumas corridas de moto e beberam juntos… 

Ele ainda contou que Adalberto consumiu cerveja e maconha, e que ficou “mais agitado que o normal”. Só que algumas fontes apontam que essa agitação talvez não fosse algo fora do controle. Podia ser só um efeito do álcool — ou da animação de estar num lugar que ele gostava tanto.

De acordo com a Gazeta de São Paulo, o Adalberto teria tomado cerca de oito copos de cerveja durante o evento.

Às 19h48, depois de passar o dia todo ali em Interlagos, Adalberto mandou uma mensagem para a esposa, a Fernanda. Ele disse que ia assistir a uma corrida de motocross e que, depois, iria embora para casa.

Então, por volta das 9 da noite, provavelmente depois de assistir à corrida de motocross que ele tinha dito, o Adalberto se despediu do amigo Rafael,  dizendo que ia pegar o carro (que, segundo a Veja, estava estacionado a cerca de 200 metros do ponto principal do evento) e iria embora. E ele fez isso: foi pegar o carro pra ir embora. 

Fernanda respondeu a mensagem dele às 21h12. Só que a mensagem dela nunca foi entregue no celular dele. O que pode indicar que, nesse horário, talvez o celular do Adalberto estivesse desligado. Ou que, talvez, algo ruim tivesse acontecido com ele… 

Realmente, Adalberto nunca chegou em casa… Ele desapareceu naquela noite.

O que aconteceu nesse intervalo de tempo entre ele se despedir do Rafael e a mensagem da Fernanda (que nunca chegou no celular de Adalberto) é, neste momento, o grande mistério do caso!

Segundo uma matéria do UOL, diante da demora do Adalberto para voltar pra casa, Fernanda entrou em contato, por volta da 1h55 da madrugada de sábado, dia 31 de maio, com o amigo que também estava no evento.

Rafael contou que, na despedida, Adalberto tinha falado que iria contornar o autódromo pra buscar o carro, que estava no kartódromo. Mas parece que, segundo o GPS que a Fernanda tinha acesso, ela sabia que o carro do Adalberto continuava parado em Interlagos, mesmo depois de 5 horas do Adalberto ter supostamente saído lá de Interlagos. E o sinal do celular dele também indicava que ele estava naquela área.

Foi aí que o desaparecimento foi comunicado à polícia… 

Enquanto isso, familiares e amigos começaram uma campanha nas redes sociais, pedindo informações sobre o paradeiro do Adalberto. Eles pediam que qualquer notícia fosse enviada pra esposa dele, pelo perfil nas redes sociais.

Então, 4 dias de agonia se passaram pros amigos e familiares, sem saber o paradeiro de Adalberto. Até que, 4 dias depois do desaparecimento, no dia 3 de junho, o corpo dele foi encontrado por funcionários de uma obra próxima ao kartódromo. Esses funcionários viram, inicialmente, os braços dele junto com um capacete de moto dentro de um buraco fundo.

O buraco fazia parte de uma obra que estava em andamento ali na área, que era um lugar ermo mas não era uma obra abandonada. Uma série de buracos tinham sido escavados na terra, um depois do outro, para depois serem concretados. 

Adalberto foi encontrado dentro de um desses buracos, que tinham cerca de três metros de profundidade. Já o diâmetro do buraco não é consenso: algumas fontes falam em 45 centímetros, enquanto outras citam 50, 70 e até 80 centímetros… Mas o fato é que o espaço era apertado, quase um tubo estreito. 

Agora, pra quem estiver assistindo esse episódio pelo YouTube, Spotify ou qualquer outra plataforma que permita vídeo, vou deixar uma foto desses buracos da obra. Assim, vocês conseguem ter uma ideia melhor de como era o lugar onde o Adalberto foi encontrado. Dá uma conferida:

BURACO ONDE ADALBERTO FOI ENCONTRADO:

Fonte: https://www.metropoles.com/sao-paulo/empresario-interlagos-segurancas 

Adalberto estava com o rosto e as vias respiratórias cobertos de terra… E, de acordo com algumas fontes, os braços dele estavam levantados. Seu corpo não apresentava ossos quebrados ou ferimentos graves, somente escoriações superficiais. Até agora, não se sabe se tais escoriações foram causadas porque alguém agrediu o Adalberto ou se foram causadas pelo tempo que ele ficou preso no buraco.  

Além disso, Adalberto foi encontrado sem as calças e sem os tênis. Parece que sem as meias também… Esquisito, né?!

Mas o que aconteceu com ele? Infelizmente, a gente ainda não sabe. Tem muita coisa sobre esse caso que ainda está em aberto… Então, no episódio de hoje, a ideia é contar pra vocês tudo o que se sabe sobre o caso (até o momento em que eu gravo este episódio, em XX de junho de 2025) e falar também das possibilidades e questões que aparecem a partir das poucas informações que se tem sobre o caso – que está sob segredo de justiça, então não é tudo que pode ser divulgado pelos investigadores. 

Vamos lá… 

Ainda não se sabe com precisão onde, nem que horas, ele morreu. Mas o que pode ter acontecido com o Adalberto? 

A principal linha de investigação da polícia é a de que ele foi vítima de um assassinato. E essa hipótese ganha força quando a gente olha pro laudo do IML. Segundo os legistas, a causa da morte foi compressão torácica — ou seja, ele morreu sem conseguir respirar.

De acordo com notícias do UOL, o Adalberto, infelizmente, teve uma morte lenta e sofrida. Ainda não dá pra afirmar com certeza o que causou essa falta de ar… Mas o fato é que ele morreu sufocado. E aí surgem algumas possibilidades:

Uma delas é o golpe conhecido como mata-leão… O corpo de Adalberto apresentava uma vermelhidão na região do pescoço, o que faz a polícia suspeitar de que alguém possa ter estrangulado Adalberto até ele perder a consciência e morrer. Mas vale lembrar que ainda não se tem certeza se essa vermelhidão é consequência de alguma agressão ou do tempo em que o corpo ficou preso no buraco.

Assim, essa não é a única hipótese. Também existe a possibilidade de que alguém tenha pisado no peito ou então sentado nas costas do Adalberto com força suficiente pra impedir que ele respirasse.

Ou, como ele foi encontrado com terra no nariz, ouvidos e olhos, talvez ele tenha ficado sem ar ali no buraco, se foi colocado lá com vida ainda… 

Essas são as principais possibilidades trabalhadas pela polícia. Terrível, né, gente?!

Além disso, como eu comentei antes, o corpo foi encontrado sem calças e sem tênis. O que torna o caso ainda mais intrigante… 

Perto de onde o Adalberto foi encontrado, os policiais acharam uma calça parecida com a que ele usava no dia em que sumiu. Só que a esposa dele não reconheceu a peça como sendo dele.

Outra calça também foi encontrada em lixeiras perto do autódromo. Com ela, tinha um par de botas… Só que, mais uma vez, nenhuma dessas peças foi confirmada como sendo do Adalberto.

E a dúvida que fica é: onde estão as calças e os tênis que ele usava? E por que Adalberto foi encontrado sem essas peças? Uma coisa que a gente poderia pensar é que ele estava sem as calças porque talvez foi vítima de um crime sexual… Mas não foram encontrados indícios de violência sexual no corpo do Adalberto. Então, parece que não foi nada sexual contra ele. A polícia descartou essa hipótese.

É possível que a calça e os tênis do Adalberto tenham sido levados pelos possíveis agressores dele e talvez até destruídos. Mas por quê?! O que que tinha nessas calças que fez os supostos agressores quererem sumir com elas?

E por que tinha outras calças e tênis ali na região? Talvez, esse obra ali em Interlagos, por ser um lugar mais ermo, principalmente de noite, atraísse outras pessoas procurando sexo ou alguma coisa assim… Mas qual seria a relação disso com o caso do Adalberto?

Até agora, nada disso foi esclarecido pela polícia, segundo uma notícia do G1.

Um outro detalhe importante que eu queria chamar a atenção: será que a pessoa que colocou o Adalberto naquele buraco conhecia bem a região? 

A suspeita da polícia é que sim. As informações indicam que quem deixou o corpo do Adalberto ali possivelmente sabia que aqueles buracos faziam parte de uma obra em andamento – e que, em pouco tempo, eles seriam concretados.

Ou seja: a intenção pode ter sido esconder e apagar qualquer vestígio do crime.

Levando tudo isso em conta, uma das linhas de investigação, segundo a Globo, levanta a hipótese de que Adalberto tenha se envolvido em uma briga no caminho até o carro — justamente entre o fim do evento e o estacionamento. 

Isso porque ele supostamente teria tentado cortar caminho e seguido por um trajeto não convencional (e, talvez, até proibido) dentro do autódromo.

Confere aí na tela agora uma possibilidade de trajeto feita pelo Adalberto, de acordo com o que foi apurado pela Globo:

POSSÍVEL CAMINHO FEITO POR ADALBERTO:

Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/06/12/empresario-morto-no-autodromo-de-sp-parou-carro-em-area-fechada-ao-publico-hipotese-e-que-ele-nao-queria-pagar-estacionamento.ghtml 

A linha verde indica o caminho que seria o mais comum de fazer, saindo ali do evento e dando a volta no autódromo para chegar até o carro, perto do kartódromo. Segundo a Globo, esse trajeto levaria mais de dez minutos de caminhada. 

Já a linha vermelha mostra o caminho que o Adalberto possivelmente fez: um atalho. Um caminho mais isolado, sem gente por perto… É possível que, enquanto cortava caminho por esse trecho não permitido, Adalberto pode ter sido barrado por algum segurança, por exemplo. 

E, como o Adalberto tinha bebido um pouco e, segundo relatos, estava um pouco mais agitado que o normal, isso pode ter aumentado a tensão no momento.

A partir daí, o que se especula é que tenha ocorrido um confronto. Durante essa briga, como eu comentei, alguém pode ter dado um mata-leão nele ou até pressionado o peito dele, o que teria causado aquela compressão torácica que impediu o Adalberto de respirar.

Depois disso, ele teria desmaiado ou morrido. E, então, o corpo foi jogado dentro do buraco. 

A ideia é que o autor do crime pode ter sido um segurança do local, já que os investigadores pensam que o assassino conhecia bem a região: sabia onde estava o buraco, sabia que o local não tinha câmeras de segurança apontadas pra lá e também sabia que os buracos iam ser concretados… É bem possível que o autor do crime conhecia o ritmo das obras.

MAPA DO CASO: 

Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/06/12/empresario-morto-no-autodromo-de-sp-parou-carro-em-area-fechada-ao-publico-hipotese-e-que-ele-nao-queria-pagar-estacionamento.ghtml 

Além disso, os investigadores não descartam que Adalberto possa ter sido abordado por mais de uma pessoa. Essa possibilidade ajudaria a explicar o estado em que o corpo foi achado. Pode ser que, enquanto uma pessoa segurava Adalberto pelo pescoço com um golpe de mata-leão, a outra o imobilizava as pernas. Um dos laudos apontou uma escoriação no joelho do Adalberto e, segundo os peritos, essa lesão aconteceu ainda em vida, o que sugere que o Adalberto pode ter sido obrigado a se ajoelhar ou então foi arrastado. 

Essa escoriação no joelho também pode ter acontecido quando Adalberto estava sendo colocado no buraco. Ainda vivo, mas desacordado... 

Enfim… Não dá pra saber com 100% de certeza como o joelho dele acabou machucado. Aqui, a gente tem que esperar a investigação avançar mais pra poder falar sobre o que, de fato, aconteceu.

Em relação a ele ser colocado no buraco, também não é possível dizer se o Adalberto foi colocado no buraco já morto ou só desmaiado… Mas, pros peritos, a hipótese de que ele estivesse vivo e acordado, no momento em que foi colocado no buraco, não é muito provável. Porque, se ele estivesse consciente, ele teria tentado escapar — se mexido, gritado ou pelo menos deixado marcas nas paredes do buraco, que eram de terra. Mas a perícia não encontrou nenhum indício de uma tentativa de reação do Adalberto.

Então, provavelmente, Adalberto ou estava morto ou inconsciente quando foi colocado no buraco… É possível que ele ainda tenha sido colocado vivo no buraco, mas, se vivo, é mais provável que tenha sido inconsciente.

Além disso, a hipótese de que Adalberto teria sido vítima de roubo seguido de morte não faz muito sentido. Porque os pertences pessoais dele, como a aliança, o celular, a carteira com dinheiro e documentos, estavam todos perto do corpo… Segundo o G1, a família também confirmou que não teve nenhuma movimentação na conta dele desde que desapareceu… Ou seja, mesmo que ele tivesse um patrimônio grande, tudo indica que roubar ele não era o objetivo de quem cometeu o crime.

Um outro ponto que muita gente pode se perguntar é: será que ele não foi vítima de um golpe do tipo “boa noite, Cinderela”? Essa hipótese chegou a ser considerada pelos investigadores… A ideia era que ele pudesse ter sido dopado, talvez ainda durante o evento, e aí ficado vulnerável a um ataque.

Só que essa linha de investigação perdeu força… Isso porque, como afirma uma matéria do Metrópoles do dia 18 de junho, um laudo toxicológico não apontou nenhuma substância no sangue do Adalberto que indicasse que ele tenha sido vítima de algum envenenamento ou intoxicação.

E o carro do Adalberto? O carro é uma peça importante no caso e, quando os investigadores fizeram a perícia no veículo, alguns detalhes chamaram bastante atenção:

No carro, foram encontradas manchas de sangue em 4 pontos. De acordo com a CNN, essas marcas estavam ao lado da porta, atrás do banco do passageiro, no chão e no banco de trás. Parece que tudo na parte de trás do veículo… 

Segundo a CNN, a família do Adalberto disse não se lembrar de nenhum ferimento recente dele que pudesse justificar essas manchas ali.

Segundo uma notícia do G1, de 19 de junho, existe a possibilidade de que o sangue no carro já estivesse ali antes da morte do Adalberto. E que, talvez, o sangue não tenha nenhuma relação direta com o que aconteceu. 

Mas um detalhe chama atenção: as manchas são recentes… e elas foram identificadas sem que os policiais precisassem usar luminol – que é uma substância química usada pra revelar vestígios de sangue invisíveis a olho nu. Ou seja: o sangue no carro estava visível e era recente… o que levanta ainda mais dúvidas sobre o que pode ter acontecido dentro do veículo.

Os investigadores solicitaram exames pra entender melhor de onde veio o sangue. E aí entra mais uma coisa intrigante: esses testes apontaram que o sangue é do Adalberto… e de uma mulher ainda não identificada.

A polícia coletou amostras de DNA da esposa dele, a Fernanda, pra fazer a comparação, segundo a Gazeta de SP. Pra ver se o sangue é dela… Mas, apesar disso, a Fernanda não é considerada suspeita de nada, OK?! Além disso, a investigação já descartou qualquer envolvimento de uma possível amante. 

Agora, os peritos estão tentando descobrir quem é a mulher que deixou o sangue no carro…. Mais uma peça no quebra-cabeça que, por enquanto, não se encaixa.

Além desse sangue encontrado no carro, outro detalhe entrou no radar da investigação: foi identificado sêmen na região peniana do corpo. 

O laudo deu positivo pra PSA — que é uma proteína que é produzida pela próstata e costuma estar presente em grandes quantidades no sêmen.

Mas, segundo o secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública, Osvaldo Nico, isso não significa que Adalberto tenha tido alguma relação sexual antes de morrer. Osvaldo explicou que a liberação do líquido pode acontecer naturalmente em casos de asfixia – o que, como a gente já viu, foi a causa da morte do Adalberto.

Então, esse sêmen pode ter se soltado naturalmente quando Adalberto foi asfixiado. Não significa que ele teve relações sexuais ali no carro ou coisa assim… 

Um outro ponto que chamou atenção foi o capacete do Adalberto: como a gente sabe, ele amava o universo dos veículos e da velocidade. E parece que ele tinha um capacete bom, até caro, com uma câmera posicionada em cima para registrar as corridas, os caminhos que ele fazia, etc… 

Você pode conferir na tela agora uma foto do Adalberto com o capacete no dia do evento em Interlagos:

ADALBERTO COM O CAPACETE:

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/empresario-gravou-video-antes-de-desaparecer-em-interlagos/ 

Segundo uma notícia do UOL do dia 20 de junho, o capacete do Adalberto foi achado junto com o corpo e estava rachado. E parece que estava sem a viseira também… 

Pra polícia, esse pode ser um indício de que Adalberto tentou se defender de um ataque — talvez usando o próprio capacete como um escudo.

Além disso, um detalhe importante: a câmera que ele prendia em cima do capacete, pra registrar as corridas, desapareceu. Até o momento, ela não foi localizada… 

E as perguntas que ficam são: o que aconteceu com a câmera?! O autor do crime levou ela embora? Se sim, por quê? Será que ela gravou o crime acontecendo?

CAPACETE COMO FOI ENCONTRADO:

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=_zRsMLj4cvQ 

Atualmente, enquanto eu gravo esse episódio, as investigações estão em andamento… 

O amigo do Adalberto, que estava com ele no dia do evento em Interlagos, o Rafael Aliste, foi ouvido mais de uma vez pelos investigadores… Ele não é considerado suspeito e tem colaborado com as investigações.

Esse amigo contou que, no evento, o Adalberto consumiu bebida alcoólica e fumou maconha – como eu tinha falado antes. Só que, quando o corpo do Adalberto foi analisado, os exames não identificaram nenhuma dessas substâncias no organismo dele.

Isso, no começo do caso, pareceu uma contradição do Rafael, só que essa ausência de álcool e de drogas nos exames tem uma explicação: 

De acordo com a polícia, o corpo de Adalberto foi encontrado dias depois do desaparecimento dele. Esse tempo entre o desaparecimento e o corpo ser encontrado pode ser suficiente pra vestígios do uso de álcool e drogas sumirem naturalmente do organismo dele. 

E os policiais confirmaram que o Adalberto e o Rafael realmente beberam naquele dia. A polícia confirmou isso nas comandas ali de Interlagos e nas contas bancárias deles… Eles pagaram as bebidas ali no crédito ou débito e esse tipo de coisa fica registrado no banco. Então, tudo indica que Rafael falou a verdade e que não tinha contradição no depoimento dele.

No momento, a polícia também aguarda outros laudos importantes, como o que analisa os resíduos encontrados embaixo das unhas do Adalberto…

Esse tipo de exame pode ajudar a entender se houve luta corporal, já que, em situações de briga, é bem comum a vítima deixar marcas no agressor, como arranhões, por exemplo.

Além disso, foram coletados também vestígios de pêlos, de pele e outros materiais genéticos no corpo e nas roupas do Adalberto… Esses materiais genéticos ainda estão sendo analisados, segundo notícia do UOL de 20 de junho, e podem, em um futuro próximo, trazer pistas sobre quem estava com Adalberto nos momentos finais.

Enquanto isso, a polícia tem feito um pente-fino em imagens de câmeras de segurança e tem ouvido seguranças, profissionais que trabalharam em Interlagos naquele dia, vendedores e frequentadores do autódromo.

No total, tinha cerca de 200 seguranças no evento naquele dia. A maioria deles já foi descartada como possível autor do crime… 

Uma análise minuciosa dos celulares desses profissionais indicou que eles estavam fora da área onde o corpo foi encontrado. A informação é do G1, em matéria publicada no dia 19 de junho.

Mas três seguranças estão sob suspeita muito forte por parte da polícia! E isso ganhou força durante a escrita do roteiro desse episódio: no dia 27 de junho, a CNN noticiou que as investigações do caso Adalberto deram um salto importante por conta de uma testemunha-chave, que não teve sua identidade revelada.

Ela compareceu à polícia nesta semana, acompanhada de um advogado, pra prestar depoimento.

Segundo a polícia, essa testemunha contou que presenciou o crime. E que, até então, essa pessoa não tinha falado nada porque estava com medo de sofrer represálias... E também temia pela própria vida.

Mas agora, sob proteção policial, ela decidiu falar e apontou diretamente três seguranças que atuavam no autódromo como os responsáveis pela morte do Adalberto. E

Eles não tiveram as identidades reveladas, claro, e parece que são os três principais suspeitos do caso hoje… 

Se isso se comprovar (de serem alguns seguranças do local os autores do crime), infelizmente, não seria a primeira vez que algo assim acontece ali em Interlagos:

Em novembro de 2024, Marcelo Edmar da Silva, de 26 anos, foi espancado até a morte por dois seguranças do autódromo. 

O Marcelo trabalhava com reciclagem e tinha ido até o local para recolher latinhas. Ele entrou de forma irregular no local e acabou sendo abordado por seguranças, amarrado, colocado de joelhos e espancado até a morte. 

Um laudo do IML apontou que ele sofreu uma hemorragia intracraniana causada por traumatismo craniano.

No boletim de ocorrência, os seguranças alegaram que o Marcelo estava supostamente armado com uma faca e que tentou atacar eles — o que teria levado à reação violenta que eles tiveram.

Triste, né, gente?!

Até agora, ninguém foi preso ou apontado oficialmente como o autor do crime contra Adalberto. E existem exames e análises em andamento… 

Mas, enquanto isso, várias perguntas ficam no ar:

Por que tinha sangue dentro do carro dele? Qual caminho exatamente ele percorreu naquele fim de noite? Quem matou sabia sobre as obras? Sabia que os buracos seriam concretados? E se sabia… como sabia?

Tem mais: o corpo do Adalberto foi achado com o capacete. Mas ninguém fica andando vários minutos até um estacionamento escuro de capacete na cabeça, né? Alguém colocou o capacete nele antes de jogar Adalberto no buraco? Por quê?

Mais estranho ainda: o capacete estava arranhado, sujo, danificado… Será que Adalberto precisou lutar pela própria vida e usou o capacete para se defender?

E a câmera acoplada no capacete dele — algo super comum para quem pilota — sumiu. Será que essa câmera gravou o que aconteceu? Será que o assassino levou o equipamento para apagar evidências?

Por que Adalberto foi encontrado sem calça e sem sapatos? Essas peças de roupa revelam alguma pista sobre o crime?

Por enquanto, a gente tem mais perguntas que respostas… 

Mas, nos próximos dias e semanas, a gente pode começar a ter respostas mais concretas sobre o caso. Será que esses três seguranças citados pela testemunha realmente têm relação com a morte do Adalberto? Assim que surgirem novidades, eu volto aqui para atualizar vocês. Fica ligado!

OPINIÃO/CURIOSIDADES

ÉRIKA

LUCAS

FONTES:  

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