ENTRE EM CONTATO

CONTATO

Para propostas comerciais, sugestão de casos ou para elogios ou até mesmo reclamações, preencha o formulário.

ENTRE EM CONTATO

CONTATO

Para propostas comerciais, sugestão de casos ou para elogios ou até mesmo reclamações, preencha o formulário.

ENTRE EM CONTATO

CONTATO

Para propostas comerciais, sugestão de casos ou para elogios ou até mesmo reclamações, preencha o formulário.

O nome “Margarida Bonetti” ficou conhecido em 2022, quando o jornalista Chico Felitti lançou o podcast A Mulher da Casa Abandonada. A história parecia saída de um filme: uma mansão decadente no bairro de Higienópolis, em São Paulo, uma figura misteriosa que aparecia na janela coberta por pomada branca… e um passado sombrio que atravessava fronteiras.

Segundo a investigação, Margarida e o marido, René Bonetti, foram acusados nos Estados Unidos de manter uma mulher brasileira em condições análogas à escravidão por mais de 20 anos. René chegou a cumprir pena em território americano. Margarida, no entanto, fugiu para o Brasil e nunca respondeu judicialmente pelo crime.

Agora, mais de duas décadas depois dos fatos, novas descobertas vêm à tona — e pela primeira vez, a vítima aparece para contar sua própria história.


Um reencontro esperado há décadas

No novo episódio do Casos Reais, a apresentadora Érika Miranda recebe Chico Felitti, a diretora Kátia Lund e a roteirista Mariana Paiva para falar sobre investigações recentes que revelam detalhes inéditos.

Kátia viajou sozinha para os Estados Unidos, batendo de porta em porta na vizinhança onde a vítima, conhecida como Hilda, havia vivido. Foi assim que, por intermédio de uma vizinha, conseguiu encontrá-la. Hoje, prestes a completar 90 anos, Hilda rompeu o silêncio — não apenas para revisitar o passado, mas para servir de exemplo e impedir que outras pessoas passem pelo mesmo.


Uma vida roubada

A história de Hilda começa muito antes de atravessar as fronteiras. Ela trabalhou desde jovem para a família de Margarida, no Brasil, chegando a criar a própria Margarida e depois cuidar do filho dela.

Nos anos 80, seguiu com o casal para os Estados Unidos, acreditando que continuaria a desempenhar as mesmas funções domésticas. Mas o que encontrou foi um isolamento quase total: sem salário, sem documentos, sem liberdade para sair sozinha e vivendo em condições precárias no porão da casa.

Quando a família viajava, ela ficava trancada, sem comida suficiente. Foi nesse contexto que começou a fazer amizade com vizinhos, alguns deles imigrantes latino-americanos, que conseguiam conversar em espanhol.


O impacto do depoimento da vítima

O depoimento de Hilda foi tão contundente que serviu como base para um caso federal americano de tráfico humano — e acabou influenciando a criação de leis contra esse crime nos Estados Unidos, mais tarde adotadas também por convenções internacionais da ONU.

Mas, no Brasil, o cenário foi diferente. Não houve condenação, e o crime prescreveu em 2011. Margarida seguiu vivendo livre, primeiro escondida sob identidade falsa em uma cidade pequena, depois na famosa casa abandonada que se tornaria símbolo da história.


As descobertas que mudam o caso

Entre as revelações trazidas no episódio do Casos Reais:

  • Esconderijo com nome falso: Durante anos, Margarida viveu em um bairro pobre, disfarçada, antes de retornar à casa em Higienópolis.
  • Provas do FBI: Investigadores americanos guardaram arquivos, fotos e registros médicos que confirmam abusos e negligências sofridos pela vítima.
  • A reviravolta narrativa: Pela primeira vez, o foco não está na “vilã” misteriosa, mas na sobrevivente que reconstruiu sua vida nos Estados Unidos.
  • A repercussão social: Após o podcast de 2022, aumentaram as denúncias de trabalho doméstico análogo à escravidão no Brasil, mostrando o poder de uma história bem contada.

A construção de uma nova imagem

No episódio, a equipe também comenta como foi lidar com a figura pública de Margarida, que, mesmo negando as acusações, manteve certa aura de celebridade no bairro — a ponto de ter um “fã clube” em 2025.

Mas, como lembra Chico Felitti, o que realmente importa é que a vítima voltou a ser protagonista da própria história. E, ao contrário de tantos casos de true crime em que a vítima é apenas “mais um corpo na lista”, aqui ela está viva, falando, criando, pintando, e usando sua voz para mudar realidades.


Por que esta história importa

A Mulher da Casa Abandonada nunca foi apenas sobre um crime isolado. É um retrato de questões estruturais do Brasil: racismo, desigualdade social, normalização da exploração doméstica e impunidade.

Ao trazer novas provas, documentos e, sobretudo, a voz da vítima, este episódio do Casos Reais ajuda a corrigir o rumo da narrativa e a colocar o holofote onde ele deveria estar desde o início.

Ouça o episódio completo no Spotify!

UM PODCAST COM MISSÃO

Escute agora

CONTATO

Para propostas comerciais, sugestão de casos ou para elogios ou até mesmo reclamações, preencha o formulário.

Casos Reais Podcast · 2022 © Todos os direitos reservados.